Quinta-Feira, 27 de Abril de 2017 |

Editorial

O que nos salta aos olhos

Por Redação em 02 de Outubro de 2015


Acabamos de passar os festejos do cinquentenário da cidade. Já estamos a dois dias vivendo um novo mês sem as comemorações, aliás, sobraram alguns detalhes para depois do aniversário. Foram meses de expectativas, certezas e incertezas. Sonhos realizados e tantos outros passados, sem sequer pensados, porém rapidamente executados para se tornar realidade. E infelizmente a chuva botou o “dedo” nas festividades e serviu para que muitas iniciativas, apesar de serem poucas, não fossem realizadas.
Ao contrário, o legislativo municipal, dentro do simples, optou em homenagear os vários segmentos da sociedade civil organizada. E o povo acorreu para prestigiar os homenageados que se destacaram durante os vários anos.
Entretanto, em sua parte o legislativo tem em muito para avançar e o Portal da Transparência de igual forma, pois carece de maiores informações com maiores detalhes. Inúmeros são os motivos para deixar as claras à comunidade onde são colocados os valores públicos. É um dos princípios legados da nossa democracia. Norberto Bobbio escreveu em 2.000, "A característica da democracia - sobre a qual eu não deixei de insistir ao longo dos anos - é a da publicidade dos atos do governo, pois somente quando o ato é público os cidadãos estão em condições de julgá-lo e, portanto de exercer diante dele uma das prerrogativas fundamentais do cidadão democrático, o controle dos governantes".
Em pleno século XXI, quando inúmeras Faculdades, Fóruns, Seminários são transmitidos online, certamente não é necessário às viagens de norte a sul para a participação dos mesmos. E coincidentemente esses encontros são realizados em locais turísticos, festejados e dificilmente em grandes feriados, que poderiam ser objetos de maior aproveitamento.
Na iniciativa privada é o próprio trabalhador que vai em busca da sua qualificação e para isso arca com a despesa do próprio bolso. E isto também poderia partir dos poderes constituídos, pois a grande maioria dos nobres edis ficam em duas gestões, deixando um legado no infinito.
Enquanto se escuta das benesses na capital federal, os jatinhos cruzando o país e oceanos, não podemos deixar de olhar na nossa terra, no nosso quintal, nossa Alvorada. Os valores devem ser aos patamares da sua população, uma vez que estamos no município onde a renda per capta é a menor do Estado, porém as despesas oficiais extrapolam o mínimo necessário. Haja visto o pouco do que nos é passado pelos portais. Urge a necessidade de enfrentar os próximos cinquenta anos, deixando para trás os erros e avante com novos e sensatos resultados.

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