Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017 |

Editorial

O que será de nós?

Por Redação em 12 de Dezembro de 2014


O passar dos dias, semanas e anos traz no seu bojo riquíssimos conhecimentos. Riquíssimas histórias que nos levam a pensar e a traçar com mais firmeza o futuro. Se espelhando no passado podemos nos precaver de alguns fatos que nos esperam mais a frente e desta forma enfrentar da melhor forma o que o futuro nos apresenta.
Em termos nacionais os fatos que nos vem demonstrando na grande imprensa, fogem a esta regra. E de diversas formas apresentadas de modo distorcido que até parece a primeira vista que é natural, que é cotidiano, é aceitável. E exatamente os que foram eleitos para melhor nos representar, são os que rasteiramente ou olho no olho nos querem fazer aceitar o inaceitável.
As notícias vindas e de conhecimento de todos, no caso mais assombroso da Petrobras, um dos nossos maiores patrimônios, tem o seu valor reduzido astronomicamente, caindo a patamares jamais imagináveis. Os que deveriam exatamente cuidar do nosso patrimônio, a delapidam dia após dia. E os governos aí estão cuidando do brilho do seu próprio espelho deixando à mercê aquilo que a longos anos foi construído. O que será deixado para as futuras gerações? E como os nossos netos, filhos contarão a história do presente?
A Comissão da Verdade trouxe dos porões o que os militares estavam escondendo por décadas. Vidas foram ceifadas, famílias destruídas, história vilipendiada. E o que está acontecendo em nosso meio hoje não é muito diferente do que foi o passado?
Fortunas e mais fortunas estão esvaindo dos cofres públicos em detrimento de saúde, educação, segurança. O patrimônio cultural, a qualidade de vida a que nós brasileiros trabalhamos para ter, em poucos anos sucumbe. A inflação já bateu as portas, a falta de segurança, saúde, a longa data já esta longe de ser o mínimo aceitável.
E a nível municipal a situação também não está muito diferente. Altos valores foram despendidos por anos para termos mais segurança, mais saúde, mais liberdade. E ao saírmos porta a fora tropeçamos logo nos desleixos do que o poder público ignorou ou deixou de fazer. Iluminação pública acesa durante o dia e apagada a noite, ou nem isso. Câmeras de videomonitoramento 100% desligadas, postos de saúde com o mínimo de medicação, além da espera infindável de medicação adequada. E no esporte? Há, o esporte é só esporte. Passou-se mais um ano e de todos estes melhor não deveria nem ter começado...

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