Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017 |

Editorial

Os primeiros passos de uma longa caminhada

Por Redação em 17 de Novembro de 2017


Um dos maiores problemas que temos na nossa cidade é a questão da educação infantil. Os dados são alarmantes e vem de um longo tempo. Isso porque, desde 2013 que o tema está em pauta em todas as esferas do poder. É o município tentando entregar a demanda, o Estado passando os recursos e o Governo Federal investindo em novas instituições no município.

Todos os três poderes – talvez de forma mais contundente o Município e o Federal – falharam em atrasar tanto para entregar o que a eles competia. Isso porque vemos EMEIs sendo anunciadas desde a gestão passada e que nunca saíram do papel e o problema da falta de vagas perdurado a cada ano que passa.

É de total consciência que o problema é difícil de ser solucionado e de que todas as gestões buscaram alternativas para melhorar o atendimento na educação infantil. Seja com convênios com creches privadas, abertura de turmas em escolas do município e os recursos para as EMEIs.

Isso porque, em 2018, pelo menos duas escolas municipais de Educação Infantil devem ser inauguradas na cidade. Instituições anunciadas e conquistadas ainda na gestão do ex-prefeito Professor Serginho e que atrasaram – e muito – para sair do papel. Isso que elas ainda nem saíram, apesar de já haver a perspectiva de inauguração para 2018.

Outra ação é a inauguração da Escola Municipal Vaguenir Fraga, no Porto Verde. Essa sim provavelmente garantida para o próximo ano, afinal já tem crianças se inscrevendo para estudar lá em 2018. Com certeza uma vitória. Não uma vitória do governo de Sérgio Bertoldi (PT) ou de José Arno Appolo do Amaral (PMDB), mas sim das crianças da cidade.

Crianças essas que buscam um lugar para estudar. Estudar para aprender. Estudar para desenvolver. Estudar para crescer. Estudar para, quem sabe, mudar uma rua, um bairro, uma cidade, um estado ou até um país. Esse é o objetivo que buscamos, o sonho que acreditamos e o futuro que queremos.

Obviamente que esses são ainda os primeiros passos de uma grande caminhada que temos pela frente. Isso porque temos consciência de que três escolas não vão abrigar todas as crianças que estão fora das escolas. Tomara que, no futuro, possamos noticiar a inauguração de novas escolas e a queda dos números da educação infantil.

Senão, estaremos ali, fiscalizando e cobrando dos poderes responsáveis um melhor acesso a educação tão necessária nos dias de hoje.

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