Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020 |

Editorial

Para quem foi essa Feira do Livro?

Por Redação em 16 de Novembro de 2018


Terminou mais uma edição da Feira do Livro. Essa é a 16ª edição do evento, que movimentou a Praça João Goulart e colocou dez mil pessoas nas ruas da cidade, comprando livros e consumindo cultura. Que ação louvável em retomar esse projeto, que não deve nunca ser atrelado ao governo, mas sim a história do município, que merece eventos de grande porte para concorrer com a região metropolitana.

Foi uma Feira do Livro voltada para a valorização do que é de Alvorada. Pelo menos foi assim que ela foi vendida para o público e imprensa. Não podemos discordar afinal diversas escolas estiveram presentes, músicos se apresentaram e escritores de Alvorada tiveram espaço para palestrar e contar suas histórias. Até o patrono era daqui, em uma justa ação de homenagear o que é nosso.

Contudo, nem tudo são rosas. Infelizmente. Todos da redação do Jornal A Semana gostariam de noticiar apenas coisas boas, mas isso não acontece sempre e o nosso compromisso não é com a benevolência, mas sim com a verdade. E essa verdade, ou pelo menos realidade, não agradou a todos. Não pela sua qualidade, mas sim pelo espaço e valorização que deveria/poderia ter sido maior.

Cantores da cidade que preferiram não se identificar confessaram que foram convidados para se apresentar, sem receber cachê, pois a Prefeitura não teria condições de investir e estavam fazendo uma Feira do Livro enxuta.

Além disso, os mesmos músicos que alegam não ter recebido ou sido convidados para tocar sem cachê, garantem que bandas de renome regional receberam cache de R$ 8 a R$ 12 mil para se apresentarem durante o evento. Um valor alto, destinado a apenas um ou dois grupos musicais, em um evento que se vendia como diferente por valorizar o que era da cidade.

Pois é. Cantores do município se apresentaram de graça, pois acreditaram que não havia recurso. Enquanto isso, quem vinha de fora ganhava. Infelizmente, em uma feira que queria valorizar o que era da cidade, esqueceu de que divulgação não paga as contas de ninguém, mas ajudou quem gasta em outra cidade.

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