Quinta-Feira, 20 de Julho de 2017 |

Editorial

Porque não Capital da Solidariedade?

Por Redação em 01 de Julho de 2016


Na gestão do então prefeito João Carlos Brum, Alvorada já teve estampada o título de “Capital da Solidariedade” em comerciais de televisão e programas de rádio e até mesmo no pórtico de entrada do município. O objetivo era de que fosse mostrado a todos que a cidade é hospitaleira, pois centenas de pessoas de outros estados e países são bem abrigados em nosso meio.

O título que até mesmo foi regulamentado por Lei pelos vereadores e depois foi sancionada pelo prefeito João Carlos Brum, hoje não é mais utilizado, dando lugar no pórtico, ao Brasão de Alvorada, desenhado por Vanei de Aguiar Simon.

Entretanto durante essa semana tivemos mais uma história que é contada e que demonstra que Alvorada é sim, Capital da Solidariedade. Uma família que veio de Porto Alegre buscar dias melhores alugou uma casa para habitar com seus sete filhos e um casal. Contudo por questões financeiras e falta de trabalho tiveram que procurar outro local para habitar. A escolha? O terreno dos pais da esposa. Ali montaram um tipo de barraca com panos amarrados um no outro, lonas pretas e colocaram embaixo disso um colchão que servia como cama a todos.

Tiveram que habitar e dormir no lugar por cinco meses até que funcionários do Centro de Referencia em Assistência Social, engajados em ajudar moradores em situação de rua, tiveram a ideia de utilizar a mão de obra de homens que por diversos motivos tiveram que buscar nas vias de cidades um lugar para morar. Assim esses homens puderam fazer o que os funcionários do CREAS fazem: ajudar o próximo.

E assim foi. Com a doação de materiais de vários empresários de Alvorada, esses homens construíram do alicerce ao telhado um abrigo para a família que estava necessitando de ajuda. E num dia inteiro de trabalho, no final da empreitada puderam ver no rosto daquelas cinco crianças o sorriso estampado e a alegria em poder dormir num lugar onde não choveria para dentro e que tivesse um simples banheiro com água quente no chuveiro.

Assim como esses trabalhadores encontraram refugio com o CREAS, outro morador de rua que também é atendido pelos servidores encontra dias melhores na companhia de um cachorro. Perambulando pelas vias da cidade, demonstra todo seu carinho e afeto por seu melhor amigo. Como ele mesmo diz na página 9 desta edição: “O Tito é como um filho para mim. Só tenho ele”.

Nossa cidade depende de muitas coisas pois é um lugar muito pobre de gente muito carente, mas também é um município que possui em sua essência o título de Capital da Solidariedade.

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