Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020 |

Editorial

Pratas da casa não fazem milagres

Por Redação em 11 de Outubro de 2019


E a história continua a se repetir. Santo de casa não faz milagre. Ou seja, em outro local terá sucesso, recordando os bons tempos que teve em seus domínios. Estamos falando da equipe da S.E.R Alvorada que, neste sábado, na cidade de Canoas, e que luta bravamente no esporte gaúcho levando o nome de Alvorada nas suas camisetas, pode dar a arrancada decisiva para ficar historicamente entre os maiores do estado. Aliás, frente a todas as adversidades encontradas a equipe já é uma grande vencedora.

Mas o exemplo dos grandes destaques que saem da cidade não fica somente na área do esporte. É somente a ponta de um iceberg de tantas oportunidades desperdiçadas pelos longos anos, se expondo de forma mais contundente no momento atual.

Geralmente ser amigo do governo, ou do “rei”, ou de quem tem o poder da caneta que o destino é traçado. A cogitação da simples reforma do Ginásio Tancredo Neves, a falta de diálogo e transparência pode levar a um cenário adverso. O atraso de algumas semanas do início das obras em nada mudaria o cenário final e juntas, apesar de adversárias, as duas equipes, SER Alvorada e Rabelo, poderiam levar o nome da cidade aquém do esperado. Porém a falta de diálogo, o companheirismo, o campo político, deixou as mazelas expostas.

Dentro deste prisma, perde a comunidade, os poderes constituídos, os políticos e o esporte da cidade. Recursos mirabolantes são perdidas pelo ralo, exemplificando diversas verbas federais e estaduais. Apesar do discurso fácil de ser tudo para o bem da cidade, não se vê as forças políticas unidas pensando no nosso futuro. Em uma simples obra de calçamento de rua, aparecem muitos “pais políticos” sendo os grandes mentores da ideia, da facilitação dos entraves burocráticos que eles mesmos colocam.

Estamos vivenciando os 54 anos de emancipação da cidade de Viamão, porém os novos ventos de construção conjunta de uma cidade, em poucas oportunidades se fez presente e o resultado disso sofremos na própria carne, ou seja, o último do PIB estadual, lanterna esta que teima em continuar em nossas mãos.

Os tempos mudaram drasticamente, porém ainda não veio à classe política. Verbas federais específicas ou carimbadas estão chegando e farão a diferença. Mas é preciso mais, muito mais. A sociedade, de modo isolada, está colorindo a cidade, deixando mais belo o bairro em que vive, inclusive na avenida central. E os esforços isolados e o conjunto poderão fazer a grande diferença e a cidade agradece.

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