Quarta-Feira, 29 de Março de 2017 |

Editorial

Que se vá 2015 ...

Por Redação em 31 de Dezembro de 2015


Finalmente estamos chegando em 2016, e no inicio da última semana do ano, uma pichação na frente do Palco Municipal, traz consigo considerações sobre como foi o ano do jubileu de ouro da cidade e também como a atual administração trabalhou durante este 2015.

Com certeza este ano trouxe consigo mais problemas que soluções para a cidade. No inicio do ano a cidade foi pega com o astronômico aumento das taxas do IPTU e exoneração de secretários pelo vice prefeito, Arlindo Slayfer. Assim, o vice se opôs claramente contra as ações do executivo cortando todas as relações, fato inédito e alvissareiro nos cinquenta anos.

Além disso, as ruas da cidade em todas as regiões foram temas de reclamações de moradores, já que os buracos e falta de pavimentação, infelizmente, são constantes no município. O então campo de golfe, nesta nova administração, se perpetuou, não só em um bairro, mas avassaladoramente em todos os recantos do município, nem poupando a principal avenida. A falta de remédios nos postos e Unidades Básicas de Saúde/UBS’s, também ocorreu quase que diariamente. Enquanto isso a farra dos aluguéis, Cargos de Confiança e despesas ímpares tomaram conta no paço municipal. E a olhos vistos do legislativo que se omitiu da sua tarefa primaz.

A Unidade de Pronto Atendimento/UPA ainda não está inaugurada, mesmo que o prédio esteja pronto há muito tempo. Em todas as situações há aquele empurra empurra, entre governos federal, estadual e municipal sobre a falta de recursos.E o tão proclamado “alinhamento das estrelas” ficou no vago discurso eleitoral. E o avanço “programado” para novas datas de efetivas inaugurações e melhorias se prolonga com o decorrer dos anos.

Mesmo que não tivemos nenhuma greve dos servidores municipais como a que ocorreu em 2014 e que durou várias semanas, as relações do governo Serginho com os servidores não foram das melhores. Ainda temos discussões sobre o vale refeição, salários e agora, o não pagamento do abono aos professores. Além de, no apagar das luzes do ano, o Executivo Municipal ser réu em liminar, e obrigado a pagar todo o trabalhador ainda no decorrer do ano. E isto de um partido que está no poder originário do trabalhador.

Durante esse ano, Alvorada presenciou a maior enchente já vivida por seus moradores e que milhares de habitantes sofreram com as incessantes e volumosas chuvas de julho, agosto e setembro. Assim o governo teve que gastar para pagar as despesas das cheias.
Agora há poucos dias do início do novo ano, uma simples pichação em frente ao Palco Municipal, mostra uma parcela do descrédito que a população está tendo para com a Administração Municipal.
Temos certeza que se alguns fatos que dependem do governo municipal e que estão descritos acima, estivessem resolvidos, o cidadão que pichou o local não teria escrito o palavrão que escreveu. Muito pelo contrário, picharia palavras de gratidão. Além disso, se na parte central da cidade, nenhuma autoridade viu que esta pichação estava sendo feita, o que vamos dizer do resto do município?

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