Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017 |

Editorial

Que tempo é esse que estamos vivendo?

Por Redação em 13 de Março de 2015


A tarde de ontem, 12/03, foi um dia empolgante nas capitais brasileiras com movimentos sociais nas ruas. Conduzidos pelos seus dirigentes, diversos segmentos estão indignados com os “rumos” que pode o país tomar a partir dos próximos dias. E em momento de grande lucidez, a presidente da República vem a público declarar de que “Esgotamos todos os recursos para combater a crise que vem de 2009”. Sabedores das marolas e marolinhas que já davam sinais de que algo pior estava por vir, os governos menosprezaram os sinais, abrindo a retaguarda e o esbanjamento aconteceu.
O tempo do verão, da primavera governamental passou. Agora estamos à porta de mais um impetuoso inverno e as economias e a gestão que deveriam ter sido realizados nos últimos anos agora nos bate a porta. E vem vilpediando até os mais otimistas economistas e o quadro assombroso da frágil economia tende a piorar. E a própria presidente declara isso afirmando de que somente no final do segundo semestre do corrente ano, se tudo correr bem, começaremos a dar a volta por cima.
E este final de semana o povo voltará as ruas. Sim, o povo que confiou neste governo de que as “marolas” já foram ultrapassadas. Acreditou fielmente nas promessas de que o conquistado não lhe seria tirado. Acreditou no último pleito de que o gás de cozinha não subiria, idem a gasolina, energia elétrica, água, telefone, impostos, etc. e etc. E na semana que vem um novo Brasil fará história.
E aqui no nosso chão, a grande maioria dos nossos legisladores estão muito aquém do esperado. Eleitos para legislar, fiscalizar a ação do executivo, se dobram de joelhos deixando passar frente a seus olhos o descaso a que o povo foi deixado. Legislar é tomar ciência dos fatos, é aprovar e reprovar atitudes tomadas pelos nossos governantes. Legislar é ter o mínimo de coerência com a própria consciência.
E não é necessário ir longe. Basta escutar o clamor do povo de norte a sul de que muita coisa necessita ser feita. E com responsabilidade. Sofre a comunidade com a falta de remédios básicos nos postos de saúde, a construção de pontilhões, a reforma de telhados de escolas que estão a mercê do tempo, a ganância incessante de angariar mais e mais impostos, o direito do conquistado tirado a luz do dia. Além do medo da próxima chuva que novamente trará dissabores aos nossos lares.
Se não bastasse o clamor das ruas, o inchaço da máquina pública vilpediando os cofres públicos já vazios, continua. Valores absurdos gastos mensalmente em aluguel de imóveis que continuam vazios a preços hiperfaturados. Legislar é ver o que acontece. Se posicionar. Cobrar. Ver resultados positivos.
E felizmente nem tudo passa pelo paço municipal. Vários exemplos da iniciativa privada seguem como exemplo da boa gestão. Exemplo disso vemos ao entrar na cidade pela via principal. Um belo e memorável shopping está sendo erguido além de outro empreendimento que orgulham a nossa cidade. Centenas de pais de família podem dormir descansados com o dever cumprido e da garantia do bom emprego. De igual forma os seus gestores que seguem firmes e fortes de trazer as melhorias que tanto o povo espera. E que passa longe, e muito longe, das autoridades constituídas.

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