Segunda-Feira, 25 de Setembro de 2017 |

Editorial

Rédeas soltas

Por Redação em 21 de Outubro de 2015


Passados alguns dias do aniversário de 50 anos de Alvorada, a cidade está vivendo uma espécie de “regressão”. E o motivo para isso são as invasões que estão ocorrendo em várias partes do município.

Em várias regiões há algum terreno que está sendo invadido por famílias em busca de um local para viver. De um dia para o outro a instalação de cercas demarcando áreas é algo que está ocorrendo quase que corriqueiramente. E o mais incrível: orquestradamente.

Se perguntarmos para qualquer prefeito que esteve à frente dos trabalhos em todos esses anos de Alvorada, vamos escutar que um dos casos que leva o município a não ter algum crescimento visível, são as invasões. E isso ocorre porque normalmente nesses locais “irregulares” impera o não pagamento de contas sejam elas de luz, água ou até mesmo IPTU. E o mais grave: o desrespeito com a natureza, invadindo várias áreas verdes. Assim, ao invés de o governo recolher recursos para melhoria da cidade, tem de redirecionar os seus gastos para as áreas invadidas.

Dezenas de bairros há longos anos estão à espera de melhorias com escolas, postos de saúde, pavimentação, qualidade de vida. E assim foge a esperança destes moradores em ter a sua vizinhança melhorada. Os governos, como o que está provado, esquecem-se dos anos de espera de um bairro em detrimento dos que chegam invadindo, e os recursos já minguados, são para lá canalizados.

E em ano de véspera de eleições, quando os quadros eleitorais começam a se ajustar, o governo, que ainda não mostrou para que veio, solta as rédeas e o povo é quem vai pagar a conta. Já no presente.
No primeiro semestre de 2014, “a 1ª Vara Cível da Comarca de Alvorada concedeu parecer favorável à Prefeitura de Alvorada impedindo a venda de lotes por empreendedor imobiliário”, ação esta que teve como autor a Prefeitura de Alvorada. Atualmente, quando a situação é mais crônica, merece redobrado esforço de quem está para representar a população, é acionado o Conselho da Cidade para ir avante, bater porta no governo estadual e outras repartições para achar tentativas de diminuir a tensão.

O governo municipal, hora ocupante do cargo, tem o dever de preservar o bem estar da sua comunidade agindo firmemente no bem estar da sua população trabalhadora e ordeira. E assim agindo já deveria ter tomado posições firmes e fortes em todas as instâncias. E não delegando poderes a terceiros e “lavando as mãos”. O parcelamento clandestino do solo e as consequentes construções irregulares trazem prejuízos incalculáveis para a coletividade e para o particular. E nós povo de Alvorada, sabemos o custo disso.

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