Terça-Feira, 19 de Setembro de 2017 |

Editorial

Retorno aguardado e a comemoração

Por Redação em 31 de Outubro de 2014


Com o final do período eleitoral e a realização do 2º turno que elegeu governador do Estado e presidente da República, a vida parece voltar ao normal na cidade. Afinal de contas, aparentemente, nada muda em Alvorada.
Foi uma acirrada eleição, com a Presidência sendo disputada voto a voto e uma pequena diferença entre a reeleita presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, que segue em seu cargo e nos dá uma sensação de que muito pouco mudou “por lá”.
Já no governo do Estado, o sentimento de mudança dos gaúchos confirmou que a reeleição não é bem vinda no Sul. O “gringo de Caxias” Sartori, venceu com larga vantagem o atual governador Tarso, em uma das maiores diferenças já registradas nas urnas no Rio Grande do Sul. E isso parece que traz muitas mudanças “por aqui”.
Enquanto isso, muitos são os alvoradenses que já preparam a volta à cidade para, novamente, conquistar seus espaços políticos e, até mesmo, sociais e profissionais. Com a derrota no Governo do Estado e também a não reeleição de alguns deputados na esfera Estadual e Federal, são vários os rostos que voltam a circular na cidade. E esse não é um fato novo. Na verdade, a cada dois anos, quando acontecem as eleições, aqueles ligados à politica promovem uma verdadeira reforma no cenário dos personagens políticos de nossa cidade. E trazem consigo uma “leva” de seguidores que pouco ou nada somam na qualificação que a cidade tanto precisa.
E há os que nunca deixam Alvorada, apesar de se dedicarem a cargos fora da cidade. Mas esses são minoria e nunca perdem o seu espaço e agora enfrentam a mudança sem muita surpresa ou desesperança.
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E é por isso que somos um município jovem e com características bem próprias. Pertencentes à Região Metropolitana de Porto Alegre, nos acostumamos a ser chamados de cidade dormitório, o que é confirmado pelo nome da cidade, ALVORADA, e pela grande quantidade de trabalhadores que diariamente lotam os ônibus rumo à capital.
Além disso, somos uma cidade pobre, incapaz de nos sustentar apenas com o trabalho local e o aumento na oferta de empregos seria uma das soluções para a maioria dos nossos problemas.
E foi assim que acostumamos a nos classificar, a nos ver. Como cidade pobre e dormitório, que no próximo ano completa meio século de história recente.
Contudo, durante a semana uma das mais tradicionais entidades alvoradenses comemorou seus 42 anos de atividades, a ACIAL. Ou seja, há pouco mais de quatro décadas um grupo de empresários já via na cidade o potencial da indústria e do comércio e passou a lutar por melhorias para a nossa cidade, muitas delas conquistadas de forma definitiva, como o Distrito Industrial e a melhoria na telefonia e energia elétrica, o que beneficia toda a cidade. E eles continuam entre nós, altivos, ordeiros e com visão de futuro em busca de melhores dias a este povo ordeiro e trabalhador.

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