Segunda-Feira, 29 de Maio de 2017 |

Editorial

Sobre liberdade de expressão

Por Redação em 22 de Março de 2013


Somos um País democrático e livre, cuja Constituição Federal de 1988 garante a liberdade que engloba o livre pensamento, a livre expressão, a livre INFORMAÇÃO...
“Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação JORNALÍSTICA em qualquer veículo de comunicação social.
§ 2º - É vedada toda e qualquer CENSURA de natureza política, ideológica e artística”.
Curioso saber que, dentro desses preceitos, há uma única exceção que prevê que a liberdade de imprensa só é cerceada em caso de Estado de Sítio! Mas o que seria isso? É um recurso que um Chefe de Estado pode utilizar em casos extremos como os de agressão por forças externas, grave ameaça à democraciaa ou calamidade pública. O que, felizmente, não enfrentamos neste momento em nossa cidade.
Frente a tudo isso, podemos concluir que somos uma imprensa livre, e que nossas ações são de direito e garantidas pela Carta Magna da Nação! Entendemos que nossa liberdade acaba apenas quando agimos de má fé ou de forma enganosa, mentirosa. Mas aqueles que nos conhecem há mais de 24 anos, sabem que o nosso “Compromisso com a Verdade” não é apenas uma frase impressa na capa de nosso semanário, mas uma bandeira que levantamos com orgulho e responsabilidade.
Durante todos os anos trabalhando pela transmissão da informação na cidade nunca havíamos passado por situações de constrangimento ou até mesmo truculentas em qualquer ambiente. Sempre tivemos livre acesso nos lugares públicos, justamente por serem públicos! E o quartel da Brigada Militar, assim como as Delegacias de Polícia, recepção do Hospital de Alvorada, empresas, comércio, corredores da Câmara de Vereadores ou antessala do gabinete do prefeito, sempre foram nossos locais de trabalho. Nunca invadimos um espaço privado, como a sala de uma autoridade... sempre pedimos licença e somos bem recebidos, é assim que trabalhamos, é assim que nos acostumamos a sermos recebidos. Assim é a nossa identificação!
Acompanhamos ocupações de imóveis e de terras, acampamento de movimentos diversos, manifestações populares, greves, paralisações, caminhadas, procissões... sempre registrando os fatos de forma jornalística e independente, tendo como principal objetivo manter a ética e a nossa moral pessoal e também da coletividade.
E qual não foi a nossa surpresa quando, durante uma simples paralisação dos municipários ocorrida na última sexta, 15 de março de 2013, fomos impedidos de trabalhar. Impedidos de realizar o registro fotográfico de um encontro informal entre a presidência do Sindicato dos Municipários e o secretário Municipal de Administração e assessores do prefeito Serginho. E impedidos de registro fotográfico na parte interna da Prefeitura, sendo acompanhados após passo-a-passo como sendo efetivamente policiados por quem de direito nos deveriam abrir todas as portas. A truculência ali manifestada foi um retrocesso jamais visto e certamente jamais registrado em páginas de jornais aqui do município. Por fim, avisados de que qualquer informação passaria pela Comunicação Social e quando para lá nos dirigimos, a porta foi-nos batida e a histeria tomou conta por exatamente aqueles que nos deveriam auxiliar a abrir portas.
Contudo, todos esses contratempos e, esperamos, mal entendidos, não nos impediram de trabalhar, apenas nos decepcionaram. Somos um jornal semanal e continuaremos trabalhando ainda mais para oferecer aos nossos leitores, a informação correta. No tempo exato.

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