Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Editorial

Sofrimento excepcioonal

Por Redação em 07 de Abril de 2017


No dia 27 de janeiro, em sessão tumultuada na Câmara de Vereadores, foi aprovado o projeto oriundo do Executivo, tendo em pauta diversos temas. Entre eles, a redução de secretarias, a alteração de normas para contratação de CCs (Cargos de Confiança) e fixado limite para reajuste dos salários dos servidores. Certamente aquela sessão entrou para a história do município, pois, apesar da invasão do ambiente restrito dos vereadores, ela continuou e teve o seu término sob grande pressão, principalmente dos funcionários públicos sindicalizados.

Em um dos projetos apresentados e aprovados, houve a redução qualitativa na contratação dos CCs, podendo os Diretores Gerais ter apenas o ensino médio em seu currículo. Apesar das diversas tentativas de legisladores de mudar este tópico, foi em vão a luta.

Passadas algumas semanas, a comunidade alvoradense já sente e vê os reflexos da infeliz iniciativa do Poder Executivo e avalizada pelo Poder Legislativo. Uma das entidades mais carentes da cidade, teve o valor de R$ 120 mil digamos como perdida, sem poder fazer uso do mesmo. Os trâmites burocráticos e o referido projeto de emenda parlamentar do deputado Federal Ônyx Lorenzoni foi esquecido em alguma das tantas gavetas ocupados pelos novos ocupantes. Valor este, que poderia ser bem utilizado, reforçando o caixa da nova instituição, a Associação dos Familiares, Pais e Amigos das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades – Aurora da Vida que vai absorver os trabalhos da então Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais/ APAE de Alvorada.

É muito lastimável perdermos este valor e devido a baixa qualificação de muitos CCs, é de que este fato poderá em breve ocorrer em outras secretarias. Inúmeros são os bons e bem qualificados funcionários, porém o excesso da falta de qualificação de muitos, deixa o resultado final, a desejar.

Pedimos que o gestor máximo do município veja com olhar atento estes primeiros acontecimentos, para que no futuro não se perca mais valores. Somos uma cidade solidária, porém não podemos ser solidários nas perdas de recursos. A boa gestão se faz também na presença física constante em todas as secretarias. De igual forma em todos os bairros da cidade que estão abandonados há vários anos e que continuam esperando novos ares, promessas mortais de campanhas e que até o presente momento ainda não se fizeram valer.

COMENTÁRIOS ()