Sábado, 29 de Abril de 2017 |

Editorial

Tempo de insegurança

Por Redação em 29 de Agosto de 2014


Uma série de ocupações acontecem a cada dia no Brasil. São centenas de famílias que se instalam em terrenos ou imóveis que não lhes pertence e que lutam pelo direito de ter sua casa própria.
Alvorada mesmo, formou seus mais populosos bairros – Umbu, 11 de Abril, Campos Verdes ...- a partir de ocupações. Mas nem sempre os ocupantes são os detentores dos direitos. Há o outro lado, dos proprietários dos terrenos ou imóveis, que de uma forma ou outra, conquistaram seus bens e devem ter a garantia de ver seu patrimônio protegido de atos irregulares.
Há dois casos recentes que chamam a atenção dos alvoradenses, apesar de acontecerem em Porto Alegre. O primeiro fica logo ao lado na cidade, no terreno localizado ao longo da avenida Balthazar de Oliveira Garcia. São muitas as casas que podem ser vistas no local, já com ruas delimitadas e postes de luz. Apesar de o proprietário ter conseguido a reintegração de posse pelo Judiciário logo após a ocupação ocorrida há mais de um ano, até o momento nada foi feito e o “novo bairro” cresce a olhos vistos.
E mais recentemente, ainda no mês de agosto, um outro terreno, dessa vez onde havia um sítio com hotelaria de cavalos, outros pequenos animais e duas famílias morando, foi ocupado por pretensos sem teto. Os proprietários, inclusive um senhor de 80 anos que nasceu no local onde criou também seus filhos e netos, não puderam mais retornar às suas casas e os animais foram retirados às pressas. Também nesse caso já saiu a reintegração de posse, mas nada foi feito até o momento.
E o que indigna é saber que boa parte daquelas pessoas que participam da ocupação são de boa índole. Contudo são utilizadas como massa de manobra por aproveitadores que, no caso mais recente, já estão vendendo os “terrenos”!
E é nesse período eleitoral que o problema se repete e se agrava, quando muitos não tomam atitudes com receio de entrar em conflito com os interesses políticos desses ou daqueles.
Enquanto isso os proprietário, em ambos os casos, são vítimas da indefinição dos poderes constituídos que, dizem, estão alinhados mas que deixam descoberto uma classe que se formou através do trabalho de suas famílias, cujas conquistas deveriam ser tão importantes e válidas quanto aquelas que são almejadas atualmente.
Muitos de nós somos descendentes de colonizadores europeus, também explorados e enganados pela elite há cerca de dois séculos. E graças ao trabalho árduo e empenho de nossos avós e bisavós, hoje podemos ter uma vida estável, muitos de nós com bens adquiridos e acumulados ao longo dos anos.

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