Sábado, 25 de Março de 2017 |

Editorial

Um ano para a Copa

Por Redação em 14 de Junho de 2013


Há 12 meses do início da Copa do Mundo no Brasil e às vésperas da Copa das Confederações, o País, além de se preocupar com as obras que o preparam para o evento e os turistas, também deve estar atento às manifestações populares, que tem se mostrado cada vez mais truculentas. Principalmente as que vem acontecendo nos grandes centros e tem como objetivo a melhoria no transporte coletivo.
Após a pichação da Prefeitura de Porto Alegre por estudantes insatisfeitos com o aumento das passagens, agora chegou a vez de outras capitais também enfrentar sua população que reage contra os aumentos e os desmandos.
A mais nova “ação de reação” aconteceu essa semana em São Paulo, também contra o aumento das tarifas.
E isso surpreende, porque mesmo no auge da inflação no País, nunca houveram movimentos tão intensos (ao menos não sendo amplamente divulgados) contra o aumento no custo de vida. Talvez um reflexo dos anos de repressão política.
Mas o que acontece é que hoje, com a volta da inflação visível, com o aumento do dólar e da gasolina e, consequentemente, de grande parte do custo dos produtos e serviços que nos sustentam, a reação dessa nova geração é imediata e inevitável.
São filhos de pais que conheceram a inflação, netos de um período repressor, mas que não se deixam controlar nem abater pelo chamado novo sistema. Pelo contrário, aprenderam com os mais velhos que só reagindo com firmeza é que podem ser ouvido e conseguir o sucesso.
Contudo, como diziam os antigos, os justos acabam pagando pelos pecados.
A forma como os servidores municipais foram recebidos durante a paralisação na manhã de terça em frente à Prefeitura, pode ter sido apenas o reflexo de tudo o que ocorre no Brasil. Temendo atitudes agressivas e de vandalismo, foram realizadas ações de controle e que buscavam reprimir uma manifestação mais inflamada. O que efetivamente não aconteceu, devido ao grau de cultura dos sindicalizados.
Por outro lado a iniciativa foi encarada como exagerada e truculenta por parte da Administração Municipal, o que gerou incômodo e fortes discursos ao longo do dia e também na sessão da Câmara de Vereadores que aconteceu naquela noite.
Portanto, antes de reagir, é melhor aguardar pela ação, pois nem sempre a prevenção é a melhor solução.

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