Quarta-Feira, 30 de Novembro de 2022 |

Editorial

Uma lástima para o Conselho Tutelar

Por Redação em 24 de Junho de 2022


Em 1º de junho 1992 – há pouco mais de 30 anos – tomou posse o primeiro colegiado do Conselho Tutelar. Na época, os titulares eram Valdecir Carlos de Mello, Maria de Lourdes, Ivo Arnaldo Kretschmer, Aldoni Lopes Bica e Glasfira Monroe Kurtz. Em entrevista na época, o conselheiro Ivo resumia a tarefa: “Descalçar os pés, arregaçar as mangas e servir de toda a maneira possível”.

Na época o atendimento era realizado na Praça João Goulart. Este foi o primeiro de tantos locais aonde o Conselho Tutelar foi sediado. Hoje o cenário é outro. O serviço tem uma sede própria – ao lado da Câmara de Vereadores – e conta com dois colegiados ao invés de um. Isso significa o dobro de conselheiros eleitos e trabalhando pela população de Alvorada.

Contudo, depois de três décadas, o atual Conselho sofre, pois um de seus dez membros que está nas páginas policiais de diversos jornais nacionais, televisivas e mídia social. E nos últimos anos, outros dois conselheiros foram afastados e um cassado. Certamente essa não seria a ideia de celebração dos 30 anos do Conselho Tutelar dentro do município, afinal o serviço é de suma importância e se comemora seus 30 anos da primeira posse.

Antes de mais nada é preciso deixar claro que o responsável pela morte da jovem Mirella não é o Conselho Tutelar. Seria possível evita-lo? Certamente que sim e é uma lástima não ter se conseguido isso, afinal a vida é o bem mais precioso. Contudo, não se pode colocar a morte de uma criança no colo de um conselheiro tutelar e os responsáveis diretos que precisam ser punidos como a lei manda.

O que fica dessa triste experiência é a necessidade de mais atenção. Infelizmente, quando o trabalho do Conselho dá errado, muitas vezes o resultado pode ser irreversível – como neste caso. É preciso ter mais atenção com o que feito e talvez até se debater mais os pleitos que envolvem a eleição dos conselheiros, afinal a população pode ajudar a escolher esses responsáveis pelo zelo a criança.

Que a nossa consciência e o poder do voto sejam mais respeitados e valorizados. Que o Conselho Tutelar consiga superar esse momento triste que mancha um capítulo dos 30 anos de história na cidade e que toda a solidariedade e condolências sejam prestadas para quem de fato ama e sente falta da jovem Mirella. Enquanto isso, que a justiça também seja feita e os responsáveis punidos pelos seus atos.

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