Tera-Feira, 27 de Outubro de 2020 |

Editorial

Uma novela transformada em história

Por Redação em 11 de Maio de 2018


Um novo capítulo na longa história do tratamento de esgoto foi dado esta semana. Desde a sua emancipação, a cidade de Alvorada engatinha na forma de como fazer o tratamento do esgoto de sua população. Entra ano e sai ano e, a passos lentos, vai tomando corpo o que já era para ser realidade a longos anos.

A pauta do tratamento de esgoto é assunto mesmo antes da emancipação, assunto abordado quando da publicação de uma foto de abril de 1959 na edição do Jornal A Semana do dia 23 de março. Na foto histórica, canos de esgoto sendo enterrados no Bairro Intersul quando pertencíamos a Viamão. A cidade foi constituída e o assunto tratamento de esgoto sempre adiado à frente.

Virou o século e o então caos nesta área vai devagar tomando forma. Milhões de reais estão sendo investidos para a referida canalização e a construção de uma estação de tratamento na área mais baixa da cidade, junto a várzea do Rio Gravataí. E a estação está pronta, esperando por alguns acertos para começar a funcionar e, conforme expectativas e promessas, entrar em funcionamento até o final do ano. Porém nunca esquecendo, que este é um ano eleitoral e todas as promessas devem ser devidamente calculadas.

E entrando para a história, a grande maioria dos vereadores votou por prolongar a concessão dos serviços de saneamento prestados pela estatal CORSAN por mais 24 anos. Isto que já se tem um contrato de concessão em vigor de 13 anos, perfazendo um acumulado de trinta e sete anos.

Aproximadamente 60% das obras estão em fase final para fazer a ligação junto à estação de tratamento. Conforme o novo contrato, a universalização dos esgotos será feito nos próximos 37 anos. Uma história que se prolonga a longo anos e que deveria ser um assunto já resolvido frente aos milhões de reais arrecadados anualmente sem o respectivo retorno à comunidade alvoradense, sendo destinado inúmeros recurso para outros pagos e sumidouros intermináveis.

Esperamos que ainda nestas páginas, o final desta história tenha um fim. Estaremos jornalisticamente informando a comunidade e fazendo parte desta história, pois qual o cidadão ou empresa que não necessita deste serviço?

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