Tera-Feira, 22 de Setembro de 2020 |

Editorial

Uma velha solução para o novo lixo

Por Redação em 12 de Abril de 2019


Parece que finalmente o problema do recolhimento do lixo deve ser solucionado. Após meses de entrave e interrupções no serviço, a Prefeitura rompeu o contrato com a antiga empresa e, de forma emergencial, contratou outra para ser responsável pela coleta de resíduos na cidade. Obviamente que a conta não está zerada e ainda tem muito que ser recolhido, mas o poder público segue trabalhando para atender a população.

A expectativa é de que todo o recolhimento seja colocado em dia até domingo, para que uma nova semana comece com tudo em dia. O desafio é complicado, mas a Secretaria de Serviços Urbanos confirmou uma frota maior para o final de semana, prestação de serviço este feito pela terceirizada. Parece que finalmente o problema será solucionado – ou pelo menos momentaneamente. É preciso mais e, para isso, é preciso uma reinvenção ousada, porém necessária.

No passado, quando José Arno Appolo do Amaral (MDB) foi prefeito pela primeira vez – entre 1992 e 1996 – ele também passou por problema no recolhimento de lixo. Foram meses de indefinição e problemas para dar conta da demanda. Mais de 20 anos se passaram e Alvorada segue dependente de empresas para fazer o serviço. Isso sem garantias e sofrendo com um trabalho que, muitas vezes deixa a população alvoradense sem alternativa.

Em tempos onde se cobra um pensamento sustentável e preocupado com o meio ambiente, onde se pede que não se contrate carroceiros ou descarte resíduos irregularmente, a coleta seletiva funciona de forma errada e o lixo sofre com o recolhimento. Uma nova empresa está sendo contratada – enquanto isso a emergencial segue trabalhando. O problema é um só: em quanto tempo surgirá um novo problema.

Alternativas ou garantias têm de ser estudadas. Adquirir caminhões e profissionais próprios requer um investimento grande e o descarte seguiria em Minas do Leão. É uma alternativa que deve ser bem analisada. O que não se pode é a Prefeitura e a população ficar a mercê de empresas que não honram os seus compromissos. O pior: isso não é infelizmente no lixo, afinal esse jornal já noticiou diversas vezes empreiteiras que abandonaram suas obras pelo caminho. E continuam abandonando

O que será feito? Ainda não se sabe. O que deve ser feito? Estudar alternativas criativas e baseadas no orçamento do município que possam suprir essas demandas que surgem devido a terceiros.

Não se sabe se a melhor alternativa é adquirir equipamentos e mão de obra qualificada. Ou, se é criar métodos que deem garantias ao poder público. Só se sabe que algo precisa ser feito pelos nossos gestores para que se garanta o serviço de qualidade à população.

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