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História da cachaça

Por Redação em 16 de Maio de 2014


De bebida marginal, consumida pelos pobres e pelos escravos, a artigo de importação, a bebida brasileira mais típica, a cachaça, base da mundialmente conhecida caipirinha, percorreu um longo caminho desde seu surgimento, no séc. XVI, durante o ciclo da cana de açúcar no Brasil.
Uma bebida que foi descoberta meio por acaso, o caldo da cana de açúcar inicialmente era usado para alimentar os animais do engenho. Com o passar das horas esse liquido acabava fermentando, tornando-se alcóolico, e o cheiro adocicado que possuía chamou a atenção dos escravos, que ao provarem os efeitos do álcool, começaram a consumi-lo, para esquecer a dura vida que levavam. Logo passaram a aprimorar o processo de produção e a cachaça se tornou uma bebida bastante popular, ainda que marginalizada. Foi só no séc XX, no entanto, que a bebida ganhou status, surgindo novas variedades e um alto padrão de qualidade que fez com que hoje a cachaça seja exportada para todo o mundo.
Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado. Os gregos registram o processo de obtenção da acqua ardens. A "água que pega fogo" - "água ardente" (al kuhu). Alquimistas tomam conhecimento da "água ardente", atribuindo-lhe propriedades místico-medicinais. Transforma-se em "água da vida", e a eau de vie (termo francês para "água da vida") é receitada como elixir da longevidade.
Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibérica – cachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de "cachaço", o porco, e seu feminino "cachaça", a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados caititus – era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la.

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