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Marechal Rondon

Por Redação em 02 de Maio de 2014


Marechal Cândido da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no Estado de Mato Grosso, em 05 de maio de 1865. Foi uma das personalidades brasileiras mais marcantes da história, destacando-se pelos feitos e por seu espírito patriota e humanista. Bacharel em Matemática e Ciências Físicas e Naturais pela Escola Superior de Guerra do Brasil, onde posteriormente atuou como professor de Astronomia e Mecânica, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz, em 1957.
O Estado de Rondônia leva este nome em homenagem aos grandes feitos do militar, responsável pela construção de quilômetros de linhas telegráficas, viabilizando a comunicação do centro-oeste com o norte.
De origem indígena por parte de seus bisavós maternos (Bororó e Terena) e bisavó paterna (Guará), Rondon tornou-se órfão precocemente, tendo sido criado pelo tio e, depois de sua morte, transferiu-se para o Rio de Janeiro para ingressar na Escola Militar, pois além dos estudos serem gratuitos, os alunos da escola recebiam - desde que assentassem praça - soldo de sargento.
Rondon teve papel importante como desbravador, descobrindo rios, registrando topografias, e atuando como pacificador de tribos indígenas. De prodigiosa inteligência, chegou a guiar o então presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, e sua comitiva, a uma viagem pelo interior do Mato Grosso, onde fez novas descobertas.
Em 1910, Rondon organizou o Serviço de Proteção ao Índio. Em 1939, foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio e como tal, obteve a demarcação de terras para várias etnias, entre eles os Bororos, Terenas e Oiafés. Tantos são os seus feitos, que não há uma biografia completa que lhe faça justiça.
Em 1913, Rondon foi atingido por uma flecha envenenada dos índios Nhambiquaras. Sendo salvo pela bandoleira de couro de sua espingarda, ordenou aos seus comandados, porém, que não reagissem e batessem em retirada, demonstrando seu princípio de penetrar no sertão somente com a paz.
Foi o mais importante registrador de etnias indígenas do Brasil. Para facilitar o contato com os índios, Rondon e sua equipe se utilizavam de presentes, entregues aos mesmos durante os primeiros encontros. Ele falava várias línguas indígenas, mas em sua equipe encontravam-se outros tradutores. Os contatos eram objeto de relatórios, registrando assim as novas etnias identificadas.

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