Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017 |

SIMA

Coluna SIMA

Por Redação em 29 de Janeiro de 2016


Desde a greve dos servidores municipais em 2014 o SIMA vem alertando a atual administração quanto aos ajustes necessários para o equilíbrio das contas públicas. No entanto, o governo preferiu ignorar e aumentou gastos com terceirizações, alugueis desnecessários e criação de cargos de confianças (CCs). O resultado da irresponsabilidade dos gestores municipais veio à tona no final de 2015, quando servidores foram obrigados a recorrer empréstimo bancário para receber o salário de dezembro. Agora, o governo fala em cortar na carne. Mas na carne de quem? A redução de CCs alardeada pelo prefeito no ultimo mês de dezembro não durou a primeira rechaçada de seus “aliados”, por exemplo. A revisão dos contratos de terceirizados não se tem notícias. A redução de secretarias não também não se cogita. Para fazer gestão é preciso coragem, principalmente de enfrentar as pressões internas.

Fazer gestão pública não é apenas adquirir a tal “governabilidade”. Mas eleger prioridades, estabelecer metas, fazer planejamento estratégico e planejar gastos. Porém, optou-se pela “governabilidade”, ainda que precária e temporal, e abdicou-se da boa gestão.

Agora se fala em ajustes e cortar na carne, mas não na própria carne, é claro. Primeiro o governo corta na carne do funcionalismo, depois na carne da sociedade. É dessa forma que o governo do Professor Serginho faz seu ajuste fiscal? Sem cortar na carne os altos salários dos seus correligionários, sem redução de cargos dos partidos, ainda, aliados. Um exemplo é a fala do governo, que o impacto financeiro da folha de pagamento dos CCs é mínimo. Cerca de dezesseis milhões (16.000.000,00) por ano. Recurso esse que falta na infra-estrutura da cidade, por exemplo, no tapar buracos das vias públicas. Também na saúde, por exemplo, na permanência do atendimento do PAM8 até as 22 horas. Bem como, na reposição do estoque de medicamentos na farmácia municipal. Mas, para o governo essa conversa é demagogia, e segue os privilégios aos amigos do rei. Enquanto o funcionalismo público municipal é sucateado a população sofre com a falta de bom senso dos “gestores”, persiste o silêncio constrangedor da deputada estadual eleita por Alvorada, na base do “não tenho nada com isso”. Assim, também na negligência do legislativo municipal, onde a maioria é aliada do governo onde detêm cargos e secretarias, fecha os olhos e deixa de fazer o que é a primeira obrigação de um vereador que é fiscalizar o executivo.

Por fim, cabe a nós cidadãos, trabalhadores, contribuintes e sociedade civil organizada denunciar os desmandos. Fazer valer nossa voz nas instâncias democráticas e dentro da legalidade. De resto é esperar a próxima eleição para mudar a cruel realidade que assola nossa cidade.

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