Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017 |

Você Lembra?

Por César Freitas

1142- ZÉ AUGUSTO

Por Redação em 28 de Fevereiro de 2014


A hepatite C é uma moléstia totalmente assintomática. A pessoa que contraiu essa doença só vai saber que está doente muito tempo depois, pois ela se manifesta somente após vinte anos. O meio de contágio é o sangue. Ela somente foi descoberta nos anos oitenta. Antes era totalmente desconhecida, de maneira especial no meio esportivo. Até os anos setenta era comum os enfermeiros ou massagistas dos clubes aplicarem injeções musculares nos atletas utilizando a mesma seringa e a mesma agulha. Nesse procedimento sempre ficava um resquício de sangue na agulha. Assim um atleta que havia contraído o vírus através de seu sangue contaminava todos os seus colegas que se submetiam a aplicação de injeções. O mundo esportivo até hoje tem muitas baixas devido essa terrível moléstia. Há algum tempo a Zero Hora publicou uma importante reportagem com a equipe do Gaúcho de Passo Fundo nos anos setenta. Vários integrantes daquele elenco foram vitimados por essa doença. Zé Augusto, o nosso focalizado nesta edição, juntamente com seu irmão Luiz Freire, foi um dos poucos que não foi infectado porque não aceitava que lhe dessem injeções. Eles seguiam o conselho de seu avô, que era farmacêutico que lhes orientavam a evitar injeções coletivas. Lamentavelmente até os nossos dias ainda não temos vacina para essa cruel doença. Zé Augusto, cujo nome completo é José Augusto Elwanguer Freire é gaúcho natural do município de Colorado, onde nasceu no dia quatorze de dezembro de 1953. Zé Augusto foi mais um polivalente de nosso futebol. Atuava com igual desenvoltura nas duas laterais e na meia cancha. Iniciou suas atividades esportivas nas divisões inferiores do Inter, de onde se transferiu para a mesma categoria do Botafogo carioca. A seguir retornou para o nosso futebol para defender o Gaúcho de Passo Fundo, que jogava com Carlos Alberto; Gringo, João Pontes, Daison Pontes e Luiz Carlos; Raul Matte, Getulio e Zé Augusto; Leivinha, Bebeto e Serginho. A seguir, em 1975 ao ficar com o passe livre conquistado na justiça, veio para o Grêmio juntamente com seu irmão Luiz Freire. No ano seguinte Zé Augusto foi contratado pelo Esportivo, que jogava com Carlos Alberto; Reginaldo, Carlão, José e Zé Augusto; Celso Freitas, Zico e Adilson; Malomar, Ruben e Laone. A seguir defendeu o Coritiba, América do Rio, novamente Esportivo, São Luiz e 14 de Julho de Passo Fundo. Em 1979 estava no Brasil, de Pelotas que ia a campo com Gilberto; Mineiro, Renato Cogo, Renato e Cláudio Radar; Zé Augusto, Odir e Doraci; Flecha, Tadeu e Jorge Luiz. No ano seguinte foi para o São Paulo, de Rio Grande que formava com Sérgio; Marinho, Carlão, Tadeu Xavier e Cláudio Radar; Zé Augusto, Motor e Astronauta; João Carlos, Néia e Almir. Em 1981 foi para o futebol paranaense defender o Londrina que atuava com Zé Mauricio; Toninho, Zequinha, Fernando e Zé Augusto; Ramirez, Carlos Alberto Garcia e Cacau; Zé Dias, Paulinho e Nivaldo. Zé Augusto encerrou sua movimentada carreira como atleta de futebol no Criciuma em 1983. Zé Augusto foi orientado por inúmeros técnicos. Destaca o trabalho de Enio Andrade, Francisco Neto, o Chiquinho, Laone Luz e Ramos da Luz, o Machado. Os melhores laterais que viu em ação foram Djalma Santos, Vacaria e Machado. Os ponteiros que lhe deram mais trabalho foram Valdomiro e Zequinha. O seu gol inesquecível foi consignado no jogo Gaúcho X Caxias, quando venceu a pericia do arqueiro Bagatini após driblar cinco adversários. O seu ídolo nos gramados foi o seu irmão Luiz Freire. Zé Augusto cursou duas faculdades, a de Arquitetura e a ESEF. Hoje Zé Augusto reside em Santo Antônio da Patrulha onde possui uma criação de cavalos crioulos. Assim, resgatamos a história futebolística de José Augusto Elwanguer Freire, o Zé Augusto que inegavelmente teve uma marcante passagem pelo nosso futebol, catarinense e paranaense nas décadas de setenta e oitenta.

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