Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017 |

Você Lembra?

Por César Freitas

1157- JOÃO CARLOS CUECA

Por Redação em 29 de Agosto de 2014


Na década de sessenta as divisões inferiores do Inter revelaram excelentes ponteiros esquerdos como Laone, Sarão, Ademir Gallo, Jaime, Mosquito, Walmir e João Carlos Cueca, o nosso focalizado nesta edição. Todos tiveram uma destacada atuação com a jaqueta onze dos juvenis colorados. João Carlos Cueca se destacou pela sua excepcional habilidade no trato da bola, o seu drible fácil. Ele era praticamente imarcável. Diziam que dava um drible no espaço físico de um lenço.De pequena estatura e complexão física frágil só era marcado na base da violência. O seu nome completo é João Carlos Amaral Oliveira sendo natural de Ijui, onde nasceu no dia vinte e sete de junho de 1947. A equipe de juvenis colorada jogava em 1966 com Schneider; Jorge Guaraci, Nitota, Macau e Fernando; Tovar, Sérgio Galocha e Salada; José, Claudiomiro e João Carlos Cueca. Permaneceu no Inter até 1968 quando foi contratado pelo Metropol, de Criciuma. Em 1970 foi para o Próspera da mesma cidade. No ano seguinte foi para Joinville contratado pelo América local. Em 1973 foi para a capital catarinense defender o Avai. Nesse ano “azulão” jogava com Joceli; Ari Prudente, Vilela, Souza e Orivaldo; Roger, Balduino e Zenon; Paulo Roberto, Toninho e João Carlos Cueca. Em 1975 o Avaí jogava com Danilo; Souza, Maneca, Veneza e Oriovaldo; Lourivaldo, Balduino e Sabará; Ademir, Zé Carlos e João Carlos Cueca. João Carlos Cueca permaneceu no clube do estádio da Ressacada até 1977. Em 1978 atuou no Paysandu de Brusque, encerrando suas atividades como atleta profissional ao final desse ano. Entre os inúmeros técnicos que o orientaram, João Carlos Cueca destaca o trabalho do Daltro Menezes. O melhor ponteiro esquerdo que viu em ação foi Edu, ex ponteiro do Santos. O lateral direito que melhor lhe marcou foi Valdir Espinosa. O seu gol inesquecível foi consignado no jogo Metropol X América de Joinville, jogando pelo Metropol. O seu ídolo nos gramados foi Arthur Antunes Coimbra, o Zico. O apelido Cueca ele ganhou quando garoto em Ijui. De origem muito humilde, sua mãe lhe fez um calção com o tecido branco de um saco de farinha. Os seus amiguinhos começaram a mexer com ele, dizendo que aquilo não era um calção e sim uma cueca. Como ele ficava brabo quando lhe chamavam assim, o apelido pegou e ele até hoje ele conhecido assim. Assim, resgatamos a história futebolística de João Carlos Amaral Oliveira, o João Carlos Cueca, que inegavelmente foi um excelente ponteiro esquerdo. Eu que o vi em ação nos juvenís colorados, confesso que ia mais cedo para o estádio só para assistir o show que ele dava na extrema esquerda de seu time.

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