Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017 |

Você Lembra?

Por César Freitas

1190 - CAO

Por Redação em 29 de Abril de 2015


Inegavelmente Cao, o nosso entrevistado nesta edição, foi um dos melhores goleiros do futebol brasileiros nascidos no Rio Grande Sul. Muito garoto se transferiu para o Rio de Janeiro e só veio atuar no nosso futebol em 1971, quando foi contratado pelo Grêmio. Nessa oportunidade teve muito azar, pois sofreu uma grave lesão num joelho e teve que abreviar a sua passagem por nossos gramados. O nome completo é Luiz Carlos Pires de Queiroz, sendo natural de Pelotas, onde nasceu no dia vinte e seis de setembro de 1945. Iniciou suas atividades esportivas em 1964 no São Cristóvão. No ano seguinte foi contratado pelo Botafogo, onde brilhou intensamente. Nesse ano o clube da Estrela Solitária jogava com Cao; Joel, Zé Carlos, Carlos Alberto e Rildo; Marcos e Afonsinho; Jairzinho, Sicupira, Bianchini e Zagalo. Em 1968 o alvi negro atuava com Cao; Moreira, Zé Carlos, Leonidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gerson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César Caju. Em 1971 veio para o futebol gaúcho defender a meta do Grêmio que ia a campo com Cao; Espinosa, Ari Ercilio, Beto Bacamarte e Everaldo; Jadir e Gaspar; Flecha, Caio, Alcindo e Loivo. Lesionado retornou ao Botafogo, permanecendo no estádio de General Severiano até 1974, integrando uma equipe que era escalada com Cao; Miranda, Mauro Cruz, Waltencir e Ney Dias; Carbone, Carlos Roberto e Ademir Vicente; Puruca, Fischer e Nilson Dias. Posteriormente defendeu o Dom Bosco do Mato Grosso. Em 1979 retornou ao São Cristóvão e no ano de 1980 foi para o mundo árabe para integrar uma comissão técnica formada por brasileiros. Cao considera que o melhor técnico que teve foi Oto Glória. Os melhores goleiros que viu em ação foram Manga e Castilhos, que foram seus ídolos nos gramados. A sua partida inesquecível, quando defendeu até pensamento, foi no jogo Botafogo zero X Flamengo zero, válida pela decisão da Taça Guanabara de 1967. Hoje aposentado, Cao reside na sua terra natal. Assim, resgatamos a história de Luiz Carlos Pires de Queiroz, o Cao, que inegavelmente foi um dos melhores goleiros do futebol brasileiro nas décadas de sessenta e setenta.

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