Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017 |

Você Lembra?

Por César Freitas

1257- BELO

Por Redação em 19 de Fevereiro de 2016


Belo, o nosso focalizado nesta edição, foi o típico ponteiro dos velhos tempos. Jogava com igual rendimento nas duas extremas, sempre jogando bem aberto, junto à linha lateral. Porém foi na ponta esquerda que mais se destacou. De pequeno porte físico e frágil fisicamente era muito habilidoso no trato da bola vencendo com facilidade os laterais adversários. O seu nome completo é Carlos Tarcisio Belo, sendo natural de Porto Alegre, onde nasceu no dia dezoito de maio de 1934. Iniciou suas atividades esportivas nos juvenis do Nacional, onde se profissionalizou em 1951 aos dezesseis anos. Uma das formações do “Ferrinho” como era carinhosamente chamado pelos seus torcedores foi : Lapaz; Quito, Pipoca, Abigail e Adão; Laerte, Eliseu e Viana; Luizinho, Bodinho e Belo. Em 1955 foi contratado pelo Renner que ia a campo com Valdir Morais; Augusto, Orlando, Gago e Paulistinha; Léo, Ivo Medeiros e Enio Andrade; Pedrinho, Juarez e Belo. No ano seguinte retornou ao Nacional que jogava com Doia; Quito, Marinho, Sebinho e Jaime; Milton, Sanchez e Miroca; Tesourinha, Donário e Belo. Em 1957 deixou os gramados para terminar o curso de Odontologia. No verão jogava no time de Cidreira no saudoso Campeonato Praiano patrocinado pelo Caldas Junior. Em 1961, com o curso concluído foi atuar no São José que atuava com Joãozinho; Mossoró, Almir, Raul Puccio e Gilberto Tim; José, Miguel e Louro; Leal, Alteu e Belo. No final desse ano Belo abandonou definitivamente os gramados passando a se dedicar a odontologia. Belo considera que Selviro Rodrigues e Aparicio Viana e Silva foram os melhores técnicos que teve. Os melhores ponteiros esquerdos que viu em ação foram Chinesinho e Raul Klein. O lateral que melhor lhe marcou foi Paulo de Almeida Ribeiro, o Paulinho Piranha. O seu gol inesquecível foi consignado num Nanal, como era chamado o clássico Nacional e Internacional. Ficou frente a frente como o goleiro colorado Lapaz e o enganou. O seu ídolo nos gramados foi Osmar Fortes Barcellos, o grande Tesourinha. Hoje reside em Porto Alegre, já tendo fechado o seu consultório de odontologia, está aposentado. Belo é pai de Belinho e Dante, craques do nosso futsal nas décadas de setenta e oitenta. Assim, resgatamos a história futebolística de Carlos Tarcisio da Silva Belo, o Belo que inegavelmente foi um dos melhores ponteiros esquerdos do nosso futebol na década de cinqüenta.

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