Segunda-Feira, 20 de Setembro de 2021 |

Colunista



Morte estúpida

Uma família fazendo compras no Carrefour, aguardava no caixa para pagar, mas gestos e olhares de João Alberto para uma funcionária causaram um mal estar, a suposta ofendida chamou a responsável pelo serviço de segurança do hipermercado.

Após uma troca de palavras, João Alberto foi conduzido por dois seguranças para fora do estabelecimento, desceu as escadas rolantes e ao cruzar a porta desferiu um soco num dos seguranças, iniciando uma luta entre o cliente e os seguranças no estacionamento.

A briga foi filmada por muitos clientes que estavam no local, mostrando um confronto desigual, pois João foi dominado, mas os seguranças após conte-lo, continuaram a agredir com inúmeros socos em sua cabeça.

Dominado e deitado no chão, João Alberto foi segurado pelo pescoço por um dos seguranças, vindo a pedir que o liberassem, pois não estava conseguindo respirar, sem ser atendido, desmaiando e ficando estendido no estacionamento, com discussão entre clientes e funcionários.

A SAMU foi acionada e a equipe tentou reanimar João Alberto, sem sucesso, enquanto a Brigada Militar prendia os dois seguranças em flagrante pelo homicídio, no instante que os familiares choravam junto ao corpo coberto com um lençol.

Tudo foi registrado pelas câmeras do hipermercado, sem áudio, mas depoimentos vão desvendando o que ocorreu, com suspeita de prática de racismo pelos funcionários, o que motivou uma abordagem pelos seguranças.

Saiu sem reagir, calmamente, mas ao chegar à porta, descontrolou-se e foi surrado sem piedade por dois seguranças, com apoio de toda uma equipe de funcionários que não deixava as pessoas irem em auxílio a João Alberto.

Qual motivo da fúria agressiva contra um homem desarmado e que não conseguia reagir, sem nenhum crime cometido no supermercado, parecendo que os seguranças tinham por objetivo exterminar um ser humano.

Uma morte sem explicação, como são as mortes covardes, a qual demonstra o despreparo de dois funcionários que deveriam ter condições de resolver conflitos, sem apelar para a pena de morte.

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