Domingo, 09 de Maio de 2021 |

Colunista


Conversando sobre o cotidiano


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Aulas presenciais

A ideia de obrigatoriedade de retorno às aulas presenciais, m plena pandemia, aventada pelo governo estadual, vai colocar em risco a vida de muitas pessoas, pois ainda não houve controle da propagação do coronavírus.

O fato de crianças e adolescentes não apresentarem os sintomas da doença e não figurarem como vítimas fatais nas estatísticas da Covid-19 não é uma justificativa para a liberação da concentração em salas.

A reunião de grupos de crianças e adolescentes assintomáticos nos espaços escolares vai criar uma exposição desnecessária, porque os familiares terão contato com os alunos, no momento de levar e trazer filhos, além do convívio em suas residências, propagando o vírus.

A versão de ensino à distância deve permanecer como alternativa para as famílias que não querem arriscar seus filhos nestas aglomerações, onde os professores também serão expostos, pois os alunos podem trazer o vírus e contaminar os profissionais da Educação.

Ao invés de obrigar alunos e professores a se exporem às aglomerações dentro das escolas, o governo estadual deveria priorizar a vacinação dos professores, profissionais, prestadores de serviços e equipes diretivas para evitar o contágio.

Não se pode esquecer que, em outros países, onde houve o retorno das aulas sem a vacinação, os casos de Covid-19 aumentaram, portanto exemplos de escolhas erradas não devem ser repetidos no Rio Grande do Sul.

Cabe às famílias a obrigação de escolher se vão expor ou não seus filhos nas aulas presenciais, conforme a peculiaridade de cada grupo familiar, pois onde houver idosos, pessoas com doenças crônicas ou vulneráveis as aulas presenciais devem ser evitadas, não cabendo ao poder público igualar todas as famílias.

COMENTÁRIOS ()