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Colunista



10 de março de 2020

Um ano atrás o primeiro caso de Covid-19 era registrado no Rio Grande do Sul, sendo detectada a doença num senhor de 60 anos que viajou para Itália em fevereiro do ano passado.

A porta de entrada de nossa pandemia gaúcha foi aberta naquele dia, começando a propagação do coronavírus em nosso Estado, numa onda de morte e tristeza avançando pelas cidades.

As providências iniciais foram a adoção de máscara e limpeza das mãos com álcool em gel, com a preparação do sistema de saúde para receber os contaminados e evitar a disseminação da doença.

Um auxílio emergencial veio na sequência, para evitar o colapso da economia, pois os comércios e indústrias foram fechados, com a adoção do trabalho em casa, além de escolas passarem a atender os alunos à distância.

Os governantes passaram a comprar equipamentos, entre eles respiradores para os hospitais e alguns construíram hospitais de campanha nas cidades para receber a nova demanda de doentes.

O fechamento permaneceu inalterado, com muitas empresas fechando as portas e outras tantas encerrando definitivamente suas atividades, com aumento do desemprego e da fome, mesmo com a distribuição do auxilio emergencial.

Cabe ressaltar que milhares de pessoas receberam indevidamente o benefício, enquanto as verbas, que eram destinadas para o combate à pandemia, foram usadas para outras despesas dos Estados e municípios.

O futebol não parou, com estádios vazios, enquanto as eleições aconteceram, com a abertura geral, com as ruas voltando a ficar lotadas, facilitando a campanha eleitoral.

Natal e Ano Novo tiveram festas e comemorações, com aglomerações nas cidades gaúchas, inclusive no Litoral, que nos meses de janeiro e fevereiro teve suas praias lotadas, como se não houvesse uma pandemia.

Fechamos um ano com 690 mil infectados e mais de 13 mil mortos, ocupação total dos leitos de UTI e vacinação insuficiente.

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