Sbado, 25 de Setembro de 2021 |

Colunista



Empatia

O ser humano tem a capacidade de colocar-se no lugar do outro em situações alegres ou tristes, visando sentir o que o outro está sentindo, um meio de tentar entender o que passa pelo organismo e cérebro do outro ser.

Chegamos ao limite de entendimento do que sofre o outro nas situações extremas, aquelas que envolvem a falta de saúde, pois não valorizamos o simples ato de respirar e caminhar, ou sentir o sol em nossa pele, coisas simples que se tornam invisíveis.

Nossas preocupações são apenas materiais, queremos o melhor carro, a melhor casa, as televisões atualizadas, os celulares completos e também as roupas e calçados com as melhores marcas, que nos destaquem dos outros.

Superficiais é o que somos, não temos uma profundidade, vivemos em busca de estímulos materiais, precisamos ser mais exibicionistas que os demais, tudo é descartável com pouco tempo de uso, e as pessoas juntam dinheiro para ter sempre o melhor.

Quando caímos numa cama, sem forças para abrir os olhos, com dor nos pulmões e sem conseguir respirar direito, nada pode nos ajudar, o melhor aparelho celular, a mais moderna televisão, o carro mais eletrônico ou o computador mais atualizado.

Perdemos a fome, não sentimos gosto ou cheiro e nossa vida para, não somos donos de nosso destino, chamamos médicos on line, pois não podemos sair, receitam vários remédios e passamos a fazer um tratamento.

Nossos exames detectam alterações que não controlamos, passamos a ficar isolados dos outros, para não contaminar, temos que ficar quietos, sentindo febre e dor no corpo, fazendo com que o corpo reaja.

Os remédios vão acabando com os sintomas e sabemos que estamos melhorando, assim vamos retomando nossa vida, normalmente, voltamos à rotina de buscar o supérfluo e não praticamos a empatia.

Se sofremos queremos que o outro se coloque no nosso lugar e nos entenda, mas se estamos bem e não temos nenhuma doença, seguimos em frente, sem olhar para o outro.

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