Quinta-Feira, 23 de Setembro de 2021 |

Colunista



CPI DA COVID

Após cinco semanas de funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, popularmente connhecida como CPI da Covid, a sensação que fica ao acompanhar os trabalhos é de que os senadores brasileiros não têm mais nada importante para fazer.

Os convocados para prestar depoimentos e esclarecer as dúvidas sobre o coronavírus, a origem da Covid, tipos de vacinas e medicamentos usados para combater a doença, não estão interessados em responder os questionamentos da CPI.

A existência da CPI já é um exagero, pois os fatos que deram base para sua instalação, são investigados pela polícia e judiciário, após inúmeras denúncias de desvios de verbas pelos governantes, com casos de compras sem nenhum controle ou licitação.

Os depoentes, muitos protegidos por recursos jurídicos para não falar, compareceram e não esclareceram muito do que é perguntado, com longos depoimentos e falas repetitivas dos senadores, com respostas evasivas ou sem relação com o que foi perguntado.

O foco é encontrar praticas criminais por parte do presidente, dos governadores e prefeitos, além de tentar mostrar se as opiniões destes líderes estão certas ou erradas, conforme os interesses e lado político de quem pergunta.

Um grupo de quase 20 governadores entrou com pedido, junto ao judiciário, para não comparecerem à CPI, alegando não ser sua atribuição, convocar alguns para explicar como gastaram as verbas.

Muitos cientistas e médicos falaram de vacinas e medicamentos e se funcionam no combate ao coronavírus, alguns integrantes do governo e funcionários públicos foram chamados para dizer o que fizeram para combater a pandemia.

Um detalhe é que a CPI não funciona nas segundas, dia dos senadores voltarem para Brasília, então de terças a quintas temos trabalho, nas sextas os políticos retornam para suas bases.

Mas como amanhã é feriado, só tem CPI na semana que vem, quando anunciam chamar o governador do Amazonas, pois a Polícia Federal fez uma operação para prender envolvidos em crimes relacionados à pandemia.

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