Sbado, 25 de Setembro de 2021 |

Colunista



Terceira dose da vacina

As vacinas para a Covid estão sendo aplicadas na população brasileira, sendo que a maioria dos laboratórios determina a plena imunização em duas doses, com intervalos para que o organismo receba a proteção contra o coronavírus.

O sistema adotado varia de cidade para cidade, sendo que após tantos grupos serem atendidos, os governantes passaram a adotar a idade como critério para vacinar as pessoas.

A distribuição das vacinas está sendo coordenada pelo Ministério da Saúde, sendo adquiridas diversas marcas, que são distribuídas aos Estados e estes repassam para as cidades, num fluxo que, por vezes, é demorado.

A primeira dose já atingiu quase 79 milhões de brasileiros, porém somente um pouco mais de 27 milhões já receberam as duas doses, o que significa que apenas 14% dos brasileiros estão protegidos.

Para que a pandemia seja controlada no Brasil é necessário que 70% da população receba as duas doses, aproximadamente 147 milhões de brasileiros, portanto falta muito para o país atingir esta marca.

Além dos problemas com a distribuição das vacinas para a segunda dose, havendo necessidade de atrasar a aplicação, extrapolando os prazos, havendo muitas dúvidas sobre a eficácia da imunização plena, devido ao atraso.

Mas o que mais chama a atenção, em meio a tantos problemas relacionados à vacinação, é o surgimento de notícias de pessoas insatisfeitas com as duas doses recebidas das vacinas.

Algumas, inclusive, já conseguindo a aplicação de uma terceira dose, aproveitando-se de sistemas fora do ar, inclusive repassando sua proeza para as redes sociais, alegando que agora sim, com as três doses estavam protegidas.

O pior de tudo isso é saber que, entre estas pessoas, estão médicos aproveitando-se da condição profissional para conseguirem uma terceira dose, um retrato do Brasil, que reclama de corrupção, enquanto pessoas roubam o lugar de outras na vacinação e tomam três doses, ao invés das duas recomendadas.

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