Segunda-Feira, 18 de Outubro de 2021 |

Colunista



CPI circense

O depoimento do empresário Luciano Hang na CPI da Covid, ocorrido no dia 29 de setembro, foi mais um capítulo do espetáculo de circo que se criou no Senado Nacional, iniciando com o senador Renan Calheiros, relator da CPI, referindo-se a Hang como sendo o bobo da corte do país.

Na seqüência Hang exibiu um vídeo falando de sua trajetória, salientando a importância de suas empresas para a economia brasileira e tudo que passou para chegar ao patamar de empresário bem sucedido, interrompido por protestos de alguns senadores.

Após isso iniciaram as discussões entre os senadores, de um lado os do governo, apoiando as declarações de Hang, enquanto os da oposição tentavam desqualificar as falas do empresário, culminando com a interrupção da sessão, após o advogado de Hang discutir com o senador Rogério Carvalho.

O tumulto marcou toda a sessão do depoimento, sendo possível constatar o despreparo e descontrole de muitos integrantes do Senado Federal, com inúmeras acusações entre os parlamentares, enquanto as acusações contra Luciano Hang ficaram num segundo plano.

Patrocinar notícias falsas nas redes sociais foi totalmente negado por Hang, enquanto ao fato de defender o tratamento precoce contra a Covid, declarou que não se vacinou e realiza o tratamento precoce e que sua mãe, falecida em fevereiro, foi tratada com todos os métodos possíveis, mesmo os não comprovados cientificamente.

O fato de integrar um gabinete paralelo de aconselhamento ao presidente da República, foi rechaçado, por entender que este gabinete nunca existiu, sendo possível ver o descontentamento dos integrantes da CPI pelas negativas de Hang.

O maior destaque é a cena de Hang vestido de verde e amarelo no palco da CPI, e outro momento de comicidade foi o presidente e o relator tentando arrancar uma confissão de culpa do empresário, que ria o tempo todo, demonstrando não acreditar na seriedade da CPI.

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