Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

Colunista



Violência contra as crianças

As crianças são os seres humanos mais frágeis e indefesos, por isso necessitam de cuidados especiais, pois não possuem condições físicas e psicológicas para se defenderem de qualquer tipo de violência.

A realidade da pandemia fez com que as crianças ficassem, na sua grande maioria, confinadas dentro de suas casas, sob os cuidados da família, sem apoio de professores, vizinhos ou familiares que não vivem sob o mesmo teto.

No âmbito familiar é que se praticam as maiores violências contra as crianças, onde o nível de confiança é grande, devido aos laços afetivos e sanguíneos envolvidos, permitindo abusos sem a intervenção externa.

O aumento de casos de mortes, lesões e abandono são nítidos desde o início da pandemia, porque muitos familiares não conseguiram conviver com suas crianças, que antes tinham o espaço escolar e de outras casas para ficarem fora de seus lares.

O isolamento das famílias causou um aumento dos conflitos gerados pela ausência de diálogo entre adultos e crianças, além do descontrole emocional e a falta de paciência com a agitação normal da infância.

O assassinato do menino Miguel, de 7 anos, na cidade de Imbé, no mês de julho é um exemplo da violência praticada contra as crianças, assim como o bebê jogado pela janela de um ônibus, após nascer em Panambi.

No dia 02 de novembro, um padrasto causou traumatismo craniano e quase arrancou a orelha da enteada de 4 anos, em Porto Alegre, sendo mais um caso a somar aos tantos que acontecem diariamente.

Na mesma data, um vizinho foi preso por estuprar duas meninas, de 8 e 9 anos, num condomínio em Canoas, somando-se aos vários estupros praticados contra crianças no nosso cotidiano.

Cabe aqueles que tiverem conhecimento de crimes contra crianças denunciar aos Conselhos Tutelares, às Polícias ou pelo Disque 100, pois somente num ambiente sem violência é que a criança terá uma vida, física e emocionalmente, saudável.

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