Quinta-Feira, 26 de Maio de 2022 |

Colunista



Educação em crise

O Ministério da Educação deveria ser uma prioridade em qualquer governo, mas infelizmente, os governantes priorizam outros setores, principalmente, aqueles que envolvam mais recursos e maior visibilidade para os eleitores.

O sistema educacional brasileiro vem sofrendo modificações, com mudanças nos currículos e alterações significativas na formação dos professores nas últimas décadas, o que fez com que gerações de alunos tivessem influência na sua formação.

Já tivemos alguns ministros de Educação nos últimos anos, os quais não permaneceram no cargo por diversos motivos, desde declarações inadequadas até denúncias de desvio de verbas, priorizando algumas cidades em detrimento de outras.

Escândalos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vem ocorrendo também, com vazamento de gabaritos e outros problemas, que sempre acontecem e não há providências dos governos.

O índice de analfabetismo funcional do povo brasileiro aumentou, significativamente, porque várias matérias importantes não têm professores qualificados em todas as escolas, com muitas aprovações sem os alunos estarem aptos para avançar.

O aumento do uso de celulares pela população contribuiu para que a maneira correta de escrever tenha chegado a um ponto de muitos erros grosseiros e a busca de informações tornou-se algo muito superficial e sem confirmação dos dados.

A crise na educação passa pelo descaso com as condições das escolas e pela qualificação dos professores, já que não há valorização dos profissionais, nem tampouco preocupação com o futuro dos alunos.

Os dois anos de pandemia escancararam o descaso dos governantes, os quais decidiram fechar as escolas, causando enormes prejuízos para crianças e adolescentes, que não terão como recuperar o que perderam neste período.

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