Sexta-Feira, 01 de Julho de 2022 |

Obras de macrodrenagem andam em ritmo acelerado e previsão de entrega passa de outubro para agosto

São mais de R$ 9 milhões investidos para acabara com as enxurradas na região

Por Redação em 03 de Junho de 2022

"Obras na região da Salomé estão ocorrendo em duas frentes de trabalho" (Foto: Fly Drone)


As obras de macrodrenagem na região da Salomé/Flores da Cunha segue em andamento. Quem passa pela região pode conferir que existe mais de uma frente de trabalho e a obra, que teve início próximo a Ocupação 1º de Maio, já está na região do campo do Palmeiras. Com isso, até a expectativa de conclusão da obra diminuiu de outubro para agosto deste ano.

O parecer da comunidade

Próximo ao campo reside Luís da Silva, que acompanha a obra e afirma que esse é um grande investimento para a região, que sofre com as cheias há bastante tempo. “A intenção é melhorar. Eles nos disseram que não vamos mais sofrer com as cheias. Isso é uma boa. A obra está andando mesmo. Ela já está lá em cima. É uma boa mesmo para a gente”, pondera o alvoradense.

Já Diego Dutra conta que o principal problema nem era na Avenida Salomé, mas sim nas outras ruas e que a expectativa é de que não se tenham mais registros de cheias. “Eu moro na Salomé. Essa obra visa evitar as cheias e a gente espera que não aconteça mais. A gente sabe que o impacto era grande na região e esperamos que termine. A obra está indo mais rápido. Os problemas são somente os transtornos”, relata o comerciante.

Atualmente a obra está quase na frente da casa de Vili Souza. Ele acompanha os trabalhos e afirma que, tanto ele quanto os vizinhos, estão satisfeitos com o trabalho. “Eu acho muito importante. Eu não sofria com o alagamento, mas os vizinhos e as ruas do lado sofriam bastante. Agora, com essa obra, não tem mais risco. Eu acho muito bom e todo mundo está achando o mesmo”, confessa o aposentado.

Preocupação do campo do Palmeiras

A obra se aproxima do campo do Palmeiras e isso vem gerando preocupação na comunidade. Isso porque existe o receio de que a obra atravesse e estrague o local. “Nós não tivemos respaldo e nem nos chamaram para reuniões. Foram anos trabalhando para manter o campo e estamos preocupados em como será feita essa obra. Nós temos os campeonatos e a escolinha”, desabafa Varlei Junior, que trabalha com a base do clube.

Contudo, o vereador envolvido com o esporte e com a agremiação afirma que não é preciso se preocupar, pois o campo será entregue em condições. “Estou diariamente acompanhando a obra. Ela vai passar por dentro do campo, mas é uma questão rápida. Depois disso, ele será entregue nas mesmas condições em que está hoje. Isso é um compromisso da Prefeitura e da empresa”, salienta Beto Goleiro.

A preocupação dos esportistas chegou ao secretário da SMOI, que explica que a obra respeitará as condições do campo. “Nós vamos passar pelo lado e vai pegar um trecho do campo. O pessoal do campo pode ficar tranquilo. Nós vamos reduzir o mínimo possível, mas tudo o que for mexido será consertado. Mas isso somente no trecho que for mexido. Vamos recuperar o que foi mexido”, finaliza Negreiros.

O parecer do poder público

A obra teve seu projeto iniciado ainda com o vereador Beto Goleiro (PL), que era secretário de Obras e Infraestrutura (SMOI) na gestão passada. Ele conta que vê com muita alegria esse projeto tornando-se realidade. “Muitos achavam que ela nem iria acontecer e hoje eu tenho certeza de que, até o fim do ano, os moradores poderão andar em uma rua pronta e sem sofrer com o alagamento”, justifica o parlamentar.

Quem também fiscaliza a obra é o atual secretário da SMOI, Rogerio Negreiros. Ele afirma que a macrodrenagem da região está adiantada e com duas frentes de trabalho. Por causa disso, a previsão de entregar em outubro mudou e agora existe a expectativa de concluir as obras já em agosto. Contudo, isso depende também de condições climáticas para o serviço.

Com a obra em ritmo acelerado, o titular da pasta já projeta os novos investimentos na área de drenagem do município. “A próxima que nós vamos trabalhar é no entorno do campo do Guarani e na Taimbé. Existem projetos para poder solucionar o problema na Rua Caetano Dihl e ruas adjacentes. Lá teria de ser uma obra deste porte”, encerra Negreiros.

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