Sexta-Feira, 21 de Janeiro de 2022 |

Carlinhos Weiss lança documentário que aborda o rock alvoradense dos anos de 1980 e 1990

Projeto financiado pela Lei Aldir Blanc já está disponível desde o dia 23 de dezembro

Por Redação em 31 de Dezembro de 2021

"Eder Baptista, da 4HP, também fez parte do documentário" (Foto: Divulgação)


Na quinta-feira, 23/12, Carlos Weiss lançou de forma oficial o documentário ‘Rock Alvoradense – Anos 80/90’. O projeto, financiado através da Lei Aldir Blanc e da Prefeitura de Alvorada, visa fazer um resgate da cena rockeira que Alvorada teve nas duas últimas décadas do século passado. Para isso, diversos músicos foram entrevistados desde fevereiro.

Entre os nomes que foram entrevistados estão Ray Abreu (Banda Rappeyze), Eder Baptista (4HP), Rudi Freitas (Watts por Segundo e Gatos do Porto) e Roberto Camparra (Pedra Angular, 4HP, Rappeyze e Hits Cover). O projeto, que tem produção de Carlos Weiss e imagens e áudio de Saul Jones, foi disponibilizado na página do Facebook criado exclusivamente para o documentário.

Em entrevista, o produtor Carlos Weiss explica que a ideia do documentário surgiu por Alvorada estar do lado de Porto Alegre, ter uma cena forte, mas não ser valorizada na capital. “Eu sempre pensei que seria necessário resgatar essa história e trazer ela à tona para que as pessoas conheçam e valorizem o cenário do rock feito em Alvorada nas décadas de 80 e 90”, salienta o alvoradense.

Além disso, o produtor acredita que é necessário fazer esse resgate do movimento vivido em Alvorada naquele período para que a população compreenda o que ocorreu na cidade naquelas décadas. “Alvorada é carente de conhecer seus próprios valores e sua própria história. Essa história recente precisa ser resgatada e a ideia é que esse documentário fique para a posteridade”, pondera Weiss.

Contudo, produzir o documentário foi cercado de desafios. O diretor do projeto afirma que muitos artistas não quiseram conceder depoimentos – seja por medo da pandemia como também por não trabalharem mais com a música. Além disso, muitos dos músicos nem residem mais em Alvorada. Outro problema encontrado foi com a falta de vídeos e fotos daquela época.

Essa falta de material e de artistas trabalhando em outras áreas tem relação com a falta de espaço encontrado pelas bandas. “O rock alvoradense não conseguiu o seu espaço na cena estadual porque faltou parceria da turma de Porto Alegre que apoiasse as bandas daqui. Muitos músicos tinham contato com os artistas estourados, mas sempre houve um pé atrás e as pessoas não apoiavam as bandas de Alvorada”, finaliza Weiss.

Devido a essa falta de material e de apoio que Weiss desenvolveu o documentário, que ainda deve ter novidades. O diretor explica que um segundo corte deve ganhar vida no início de 2022 e a ideia é fazer um lançamento com público do documentário. Ele também projeta uma série com relatos dos artistas e existe o projeto de transformar o documentário em livro.

Tem quem segue em atividade

Todas essas ideias desenvolvidas por Weiss visam manter o cenário do rock alvoradense vivo. Só que existem bandas daquela época que ainda estão rodando. Um desses casos é a Rappeyze. Segundo Ray Abreu, que é um dos membros da banda, existem projetos em vigor para um novo disco ser lançado em 2022. A ideia é finalizar o álbum em janeiro e lança-lo em março do próximo ano.

O músico já projeta o lançamento e fala de suas expectativas. “Estamos com um projeto para trabalhar a partir de março de 2022, vamos lançar esse CD gravado em todas plataformas digitais e fazer show em todo o estado do RS através do projeto ‘Free Experience’. Nesse projeto estaremos também vendendo shows nacionais aonde a Rapeyzze vai abrir os shows”, anuncia Abreu.

Mesmo com esse crescimento e projeções futuras, Abreu fala sobre o reconhecimento do passado no documentário. “E importante tanto para nós músicos quanto para nossa cidade porque vai deixar registrado para sempre todo uma trajetória vivida aqui na nossa cidade na década de 80 e 90 aonde se viveu intensamente fazendo Rock And Roll. Momentos mágicos que foram registrados nesse documentário”, conclui o músico.

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