Quarta-Feira, 12 de Maio de 2021 |

Divulgada a lista dos 1,5 mil fazedores de cultura classificados no Prêmio Trajetórias Culturais

Não foram divulgados os municípios pelo qual os artistas se inscreveram, mas houve pelo menos um parecerista de Alvorada

Por Redação em 09 de Abril de 2021

"O cantor Maninho Melo foi contemplado no edital municipal e, no estadual, foi parecerista" (Foto: Divulgação)


Está disponível no site do Prêmio Trajetórias Culturais – Mestra Sirley Amaro a lista preliminar das 1,5 mil trajetórias culturais classificadas. O prêmio é executado pelo governo do Estado e pelo Instituto Trocando Ideia – formalizado por meio de chamada pública e financiado pela Lei Aldir Blanc, com o objetivo de facilitar o acesso a recursos para um dos segmentos mais afetados com a pandemia do coronavírus, a cultura.

O edital é um reconhecimento do Estado e da sociedade civil às pessoas que vivem da cultura e transformam vidas por meio da arte nas diferentes comunidades. A seleção assegurou 51% das vagas para cotas sociais – autodeclarados pretos, pardos; indígenas; quilombolas; ciganos; mulheres trans/travestis; homens trans; e pessoas com deficiência (PCDs).

Avaliação

A comissão de seleção avaliou as trajetórias atribuindo notas de um a cinco pontos quanto à adequação ao edital. O propósito foi valorizar as ações, atividades ou projetos, o impacto da trajetória na sua comunidade de atuação e o tempo percorrido. A avaliação foi aplicável a todas as formas de inscrição e segmentos. As trajetórias foram distribuídas nas nove regiões dos Conselhos Regionais e pelos 12 segmentos.

Entre os pareceristas estavam o músico alvoradense Maninho Melo. Em entrevista, ele explica que o edital é um marco na política cultural. Isso desde a forma democrática com que foi organizado até os critérios e a abrangência. “Importante compreendermos a essência da Lei Aldir Blanc, uma vitória de todos que entendem a importância da política cultural e do papel do estamos na economia da cultura”, salienta o músico.

O cantor explicou que não tem dúvidas da importância que esse edital para o meio e, devido ao trabalho de parecerista, pode conhecer muitas histórias do estado. “Certo que um prêmio em dinheiro não resolve todos os problemas do Agente Cultural, mas é um alento, um reforço que pode amparar uma sobrevivência básica. É uma forma de dizer que o estado está presente também nesse momento”, finaliza Melo.

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