Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2021 |

Documentário Fanzine Tchê é selecionado para 4º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul

Produção que conta a trajetória de Denílson Reis com os fanzines fará parte da programação do evento

Por Redação em 16 de Julho de 2021

"Desde 2019 que a produção não havia mais aparecido em eventos, mas isso voltou a ocorrer em 2021" (Foto: Arquivo A Semana)


O filme ‘Fanzine Tchê – 30 Anos de Resistência’, que narra a trajetória de Denílson Reis nos zines, com direção de Paulo Kobielski e produção da 8-80 Filmes de Alex Racor está na seleção oficial do 4º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul (SC), festival coordenado por Isaac Huna. A informação foi confirmada nas redes sociais pelo diretor da produção e pelo próprio Reis.

Essa não é a primeira vez que o documentário esteve em um festival. Em 2018, ele esteve na 2ª Mostra de Filme Marginal e, no ano seguinte, participou do 6º CineSerra, 35º Troféu Angelo Agostini, 31º HQMix, 12º Corvo de Gesso (Jacaré/SP) e a Mostra Peibê (Macaé/RJ). Desde então a produção não havia mais aparecido em eventos, o que voltou a ocorrer em 2021.

O próprio diretor explica que não tinha noção da proporção que o projeto tomaria. “- Confesso que não esperávamos que o filme tivesse todo esse alcance. E talvez ele ainda tivesse mais visibilidade ainda se o tivéssemos inscrito em outras mostra e festivais. Mas não tivemos tempo nem fôlego. Assim mesmo estamos muito contentes com o resultado, ver que atingiu um bom número de pessoas pelo país”, conta Kobielski.

Segundo o alvoradense, os fanzines estão vivendo um grande momento em todo o mundo. Isso porque, mesmo sendo algo underground, existem iniciativas sendo desenvolvidas. “Sem contar o aspecto que julgo mais importante, e que o filme mostra muito bem, que são as trocas e as amizades provenientes dessa relação. Ver Alvorada no cenário nacional sempre é importante”, enfatiza o diretor.

O professor e fanzineiro também falou da importância que este projeto tem para incentivar novos projetos culturais dentro do município. “É importante não só para nós, mas também para todos que produzem cultura em nossa cidade. Essa visibilidade também é importante para a autoestima do município que é um dos mais pobres do Brasil e carece de projetos culturais”, finaliza Kobielski.

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