Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

Filmes d’A Semana

Crítica de Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Por Redação em 15 de Outubro de 2021

"Filmes d’A Semana" (Foto: Divulgação)


Essa semana me deparei com um filme que foi pouco falado na época de seu lançamento – talvez por ter sido pouco antes da pandemia – e que merece mais espaço. Estou falando de ‘Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa’, que nos traz de volta a personagem que mais deu certo no confuso ‘Esquadrão Suicida’ e merecia sim um filme para chamar de seu.

Em ‘Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa’, Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) formam um grupo inusitado de heroínas. Quando um perigoso criminoso começa a causar destruição em Gotham, as cinco mulheres precisam se unir para defender a cidade.

O filme tem um enredo simples e dinâmico. A ideia dele é conseguir problematizar alguns pontos e trazer os momentos de liberdade das protagonistas. Ele é escrito para que elas se encontrem e trabalhem de juntas. Não é nada genial, mas cumpre bem o seu papel. Contudo, o foco não é em como elas chegam do ponto A para o ponto B e sim a jornada.

Jornada essa que ganha força pelas atuações. Todas as atrizes estão bem no filme. Obviamente que o destaque está na Margot Robbie, mas até personagens com pouco espaço de tela acabam gerando a empatia do público – vide a Caçadora. Talvez seja porque eu já conhecesse as personagens de antes, mas é claro que a gente consegue ver verossimilhança e nos apegamos as heroínas.

Além disso, esse filme traz uma forte mensagem de protagonismo feminino – há alguns anos ninguém pensaria em um filme protagonizado por heroínas mulheres – dentro do meio das adaptações de histórias em quadrinhos. Isso sem falar que a emancipação presente no título é muito bem abordada pelo viés das cinco mulheres que estrelam o longa-metragem. Isso mesmo. Todas têm seu momento de emancipação bem claro.

Contudo, o filme também tem problemas. O principal deles talvez esteja na montagem confusa. Obviamente que isso pode ter sido proposital, afinal o longa-metragem é narrado pela Arlequina, que tem um caos em sua cabeça. A insanidade dela pode afetar na narração, mas as idas e vindas adotadas podem gerar uma confusão na cabeça do público que não conhece a fundo essa personagem.

Hoje o longa-metragem está disponível em algumas plataformas de streaming e nos canais por assinatura da TV a cabo – foi onde assisti. Vale a pena ver ou rever o filme pela sua qualidade e pelos debates propostos. Fiz esse exercício para assistir ao novo Esquadrão Suicida em breve e espero que o sarrafo siga nesse nível para cima, pois ninguém merece mais bombas.

Estreias da semana

O Último Duelo: O filme é uma história sobre o duelo entre o cavaleiro Jean de Carrouges e o escudeiro Jaques Le Gris, acusado de ter violado a esposa do cavaleiro. A luta, estabelecida pelo próprio rei da França, Carlos VI, marca o grande drama de vingança e crime do século XIV, que tem a esperança de ser resolvido somente após o combate. Baseado no romance homônimo de Eric Jager.

Halloween Kills – O Terror Continua: Depois de quatro décadas, Laurie Strode acredita que venceu. Minutos depois de deixar o assassino queimando, Laurie vai direto para o hospital. Mas quando Michael consegue escapar, seu desejo por sangue continua. Enquanto Laurie luta contra a dor, ela tem que se preparar para se defender de Michael e consegue fazer toda a cidade de Haddonfield se juntar para lutar contra o monstro.

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