Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

Filmes d'A Semana

Crítica de Mulher-Maravilha 1984

Por Redação em 19 de Novembro de 2021

"Filmes d'A Semana" (Foto: Divulgação)


Com a pandemia, muitos filmes deixaram de serem vistos nos cinemas e acabaram sendo acompanhados em casa. Por isso, muitos longas-metragens estão chegando por aqui agora que estão mais acessíveis para todos. É o caso de ‘Mulher-Maravilha 1984’, que chegou aos cinemas em dezembro de 2020 – quase um ano – e já está disponível nos canais por assinatura ou streamings.

‘Mulher-Maravilha 1984’ acompanha Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grandes inimigos – o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal) e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) – enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

Como eu fico feliz em ver a DC acertando a mão em seu universo cinematográfico. De verdade. Mais uma vez a diretora Patty Jenkins consegue entregar um filme coeso e importante para uma das personagens mais importantes dos estúdios. É muito bom ver ela sendo respeitada e bem desenvolvida em um mundo antigo (anos 80), mas com debates atuais e necessários.

Isso porque um dos pontos mais importantes do longa-metragem é a humanização dos personagens e esse não é um fator que depende do ano em que o filme se passa. Aqui a gente vê como as pessoas são falhas e como isso pode impactar no mundo. Inclusive a nossa protagonista passa por esses momentos de aprovação e se deixa levar por situações que ela critica depois.

Mas tem uma coisa que me incomoda muito: os efeitos especiais. Por mais que existam muitos efeitos práticos que auxiliem no projeto, alguns efeitos especiais – principalmente os que envolvem ela correndo – me soam “falsos” demais. Não que isso prejudique a experiência cinematográfica, mas a falta de naturalidade comparado com outros momentos é algo que gera estranheza.

Contudo, por mais que isso incomode, a experiência de ‘Mulher-Maravilha 1984’ não é prejudicada. O filme é muito coeso e importante para o universo DC. Ele preenche mais uma lacuna importante na editora e nos debates sobre o protagonismo feminino. É um acerto que espero ver se repetindo em um novo filme da franquia ou do universo interligado que todos sonham em ver acontecer – da forma correta.

Um adendo aqui: não existem referências claras ao universo da DC Comics nos cinemas. Obviamente que esse filme se passa em 1984 – antes dos acontecimentos promovidos por Snyder, mas talvez pudessem existir pistas sobre outros heróis ou vilões. A gente sabe que a ideia de universo interligado não existe mais e que os filmes são independentes, mas essas pequenas inserções alegravam o meu coração.

Estreias da semana

Ghostbusters – Mais Além: Uma mãe resolve se mudar para o interior. Ao chegar na casa, ela e seus filhos acabam descobrindo uma conexão com os Caça-Fantasmas originais e o que o seu avô, um dos integrantes do grupo, deixou para trás como legado. Mas nem tudo é brincadeira, com a descoberta de objetos e a chegada da casa, acontecimentos paranormais começam acontecer e só tem um jeito de acabar com eles.

Encanto: A animação da Disney aborda a extraordinária família Madrigal, que vive escondida em uma região montanhosa, conhecido como Encanto. A magia da região abençoou todos os meninos e meninas da família com poderes mágicos. Mirabel é a única que não tem um dom mágico. Mas, quando descobre que a magia que cerca o Encanto está em perigo, ela decide que pode ser a última esperança de sua família.

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