Quinta-Feira, 19 de Maio de 2022 |

Biblioteca Luís Fernando Veríssimo celebra cinquentenário com atividades alusivas nesta e na próxima semana

Entre as novidades está o anúncio de um novo local para receber o acervo literário do município

Por Redação em 22 de Abril de 2022

"José Armani é um dos fundadores da biblioteca e fala sobre como era Alvorada naquela época" (Foto: Guilherme Wunder)


A Biblioteca Pública Luís Fernando Verissimo celebrou na quinta-feira, 21/04, o seu cinquentenário em Alvorada. O serviço foi criado em 1969, pelo então prefeito Pedro Antônio, e existe no município até os dias de hoje. Já tendo sido sediada em diversos locais, hoje o acervo de livros da Prefeitura está em uma sala do Centro de Atendimento ao Autista (CMAA), mas mudanças devem ocorrer nos próximos meses.

História

A Biblioteca Pública Municipal foi criada pela Lei Municipal N º25, em 1969, no governo do então prefeito Pedro Antônio Pereira de Godoy. Segundo registros da própria Biblioteca, foi a partir da promulgação da Lei que as professoras Aira Pereira Jimenez e Maria Bastos Oliveira deram início a mobilização para formação e inauguração do projeto que contemplaria o acervo da cidade.

Para fundar o espaço, um grupo de alvoradenses doaram Cr$100 para que a instituição pudesse ser aberta. A inauguração ocorreu no dia 21 de abril de 1972 e ao total foram 32 moradores engajados com a causa da Biblioteca Pública que se tornaram os seus sócios-fundadores. As primeiras coordenadoras da Biblioteca foram Maria Bastos de Oliveira e Marilene Fernandes.

Dentre estes fundadores está José Armani, 80 anos. Nascido em Garibaldi, ele veio morar em Alvorada no ano de 1964. No início ele trabalhava em um armazém e depois veio a trabalhar com obras na cidade. Casou-se com Lori Armani com quem teve dois filhos (Marco Antônio e Fabiano Armani). Hoje é viúvo e reside no centro do município, próximo a Prefeitura.

Em entrevista, o aposentado conta que não se lembra muito de como chegou a proposta para ajudar na fundação, mas que ele tinha um armazém na parada 48 e foi procurado pelos fundadores. Ele afirma ter ajudado, mas que nunca conseguiu visitar a biblioteca. “Eu ajudei com Cr$100. Isso era bastante na época. Tanto é que o terreno onde eu moro custou Cr$1000. Com Cr$500 eu construí a minha casa”, relata Armani.

Armani conta que chegou em Alvorada antes da emancipação e que conheceu todos os prefeitos – desde o interventor. Segundo ele, a cidade cresceu muito ao longo dos anos. Quando ele chegou, só havia tambo de leite. Lanchonetes e comércios eram pouquíssimos. Além disso, o aposentado conta que teve boas experiências como goleiro de futebol de salão nos clubes do município.

Questionado sobre a homenagem, ele explicou que tem problemas de locomoção e que não sabe se vai conseguir sair de casa, mas que tentará estar presente na solenidade. “Se eu vou ser homenageado é porque fiz algo de bom pela cidade. Se eu não tivesse feito nada, não teria porque ser homenageado (risos). Vou tentar ir lá para ver como vai ser”, finaliza Armani.

Programação e festejos

Na quinta-feira, 28/04, a Biblioteca Pública Luís Fernando Veríssimo vai realizar a cerimônia comemorativa ao seu cinquentenário. O evento terá início às 19h e acontece na SOCIETÀ. Segundo a bibliotecária, Bruna Loregian, a atividade contará com a presença de autoridades municipais, diretores de escolas, amigos e leitores da Biblioteca. Também deve ocorrer uma homenagem aos sócios-fundadores e antigos funcionários.

Já na terça-feira, 19/04, representantes da Biblioteca utilizaram a tribuna da Câmara de Vereadores durante a sessão ordinária. O espaço serviu para que a Secretaria de Educação (SMED) pudesse apresentar o histórico da instituição e falar da importância que o serviço tem para a população. O uso da tribuna também fez parte da celebração do aniversário da instituição.

Novidades para o futuro

Desde que foi fundada, a Biblioteca já passou por diversos locais. Foram seis endereços diferentes desde sua inauguração, em 1972. Entre esses espaços estão a casa de madeira na Praça João Goulart, o subsolo da Prefeitura, a antiga Câmara de Vereadores, os prédios na Rua Santiago e depois na Avenida Presidente Getúlio Vargas. Atualmente, o serviço é ofertado em uma sala do Centro de Atendimento ao Autista (CMAA).

Contudo, para celebrar esse cinquentenário, tudo indica que o serviço vai para um novo espaço. “A administração municipal estima que dentro de alguns meses a obra da antiga Câmara de Vereadores esteja finalizada, com isso a Biblioteca Pública retornaria para o subsolo da Prefeitura. O novo espaço, no entanto, precisará de algumas melhorias, dessa forma”, pondera Bruna.

A ideia da bibliotecária é de que o serviço possa ser ofertado em um espaço maior, adequado e centralizado. Já segundo a secretária de Educação (SMED), Neuza Machado, ainda existe a possibilidade da biblioteca ir para outro local – também bem localizado – nos próximos meses. Entretanto, não foram divulgados os prazos para que a mudança para um destes locais aconteça.

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