Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

Projeto desenvolvido pela Escola Estadual Osório busca acabar com o despejo irregular de lixo

Infelizmente Alvorada possui 186 pontos de despejo irregular de lixo...

Por Redação em 19 de Novembro de 2021

"Espaço localizado na Rua Dr. Asta Lobato acumulava lixo e outros detritos há anos mas projeto está mudando o cenário ao lado da Escola Osório, no Bairro Americana" (Foto: Guilherme Wunder)


Infelizmente Alvorada possui 186 pontos de despejo irregular de lixo conforme levantamento da Secretaria de Meio Ambiente (SMAM). Um destes está localizado na Rua Dr. Asta Lobato, que fica ao lado da Escola Estadual de Ensino Fundamental Manuel Luiz Osório, no Bairro Americana.

O espaço que, inclusive já foi tema de diversas reportagens do Jornal A Semana, há meses não é mais utilizado para tal fim. Tudo porque a partir do projeto “Calçada Limpa, Criança Feliz”, desenvolvido e encabeçado pela direção da Escola Osório, o cenário do lugar está mudando.

"Calçada Limpa, Criança Feliz"

Conforme conta a diretora Sheila Melo, o objetivo é de conscientizar os moradores que o entorno da escola deve ser um local limpo, saudável e que desperte o interesse na criança e adolescente pelo lúdico e pelo cuidado com o meio. “Na época do dia dos professores passei em cada sala de aula para conversar com os alunos e já aproveitei para falar sobre a situação do lixo também. Muitos estavam empolgados para organizar, plantar e fazer acontecer”, explica a diretora.

O projeto "Calçada Limpa, Criança Feliz" aborda hábitos de higiene, saúde pública, descarte correto do lixo, preservação do meio ambiente e do meio em que se vive, respeito e cuidado com o patrimônio público. Assim, a ideia é revitalizar a calçada da escola; manter o entorno da escola limpo e acolhedor; trabalhar o descarte correto de lixo; divulgar, através de folders e banners construídos pelos alunos, a importância de cuidar e manter limpa a via pública para questões de saúde.

Para isso, a escola necessita de material de jardinagem (mudas, terra preta, tintas, mão de obra para pintura, recipiente para as plantas); impressão de dois banners e folhetos informativos (trabalho gráfico); colocação da placa com proibição de colocar lixo e uma câmera de monitoramento; limpeza e cuidados com o jardim mensalmente.

Ainda não há uma data definida para que tudo esteja pronto porque muita coisa está sendo realizada ali e depende do auxílio de muitas pessoas e entidades. “Nós não finalizamos ainda porque temos que aguardar. Aguardar a entrega da terra, aguardar para que alguém limpe e tire os galhos grandes e espalhe a terra. Eu estou conversando, mas está complicado e agora a gente não pode pedir para os alunos irem ali por essa questão de aglomeração e tudo mais”, fala.

No entanto, Sheila conta que a situação melhorou muito e agradece as parcerias com a Prefeitura e comunidade do local. “Tinha muito lixo e queríamos organizar algo para que isso não acontecesse mais. Então chamamos a Prefeitura, mandamos oficio, falamos com o secretário do Meio Ambiente, falamos com os pais, tivemos voluntários também. Então a gente teve uma pitadinha de cada um para que esse projeto pudesse seguir em frente”, conclui.

Prefeitura

Esta parceria que Sheila comenta ocorre também com as secretarias de Meio Ambiente e de Serviços Urbanos. Conforme conta Rudi Guzatti, o local em si é inusitado. “Cheguei lá, olhei e disse que podíamos chamar a SMOV e colocar os meio fios para fazer um canteiro com adubação dentro e plantar árvores e flores”, fala.

Perguntado se é possível que outros espaços da cidade recebam esta revitalização Guzatti disse que sim. “Sempre que tiver foco de lixo e o poder público puder atuar em parceria com alguma entidade para deixar o ambiente mais saudável pode contar conosco. A parte do plantio a gente entende”, explica.

Outra pasta que participa do projeto é a de Serviços Urbanos (SEMSU), cujo secretário é José Luís Correa. Segundo ele, cada caçamba de lixo que é retirada de algum lugar custa ao município em torno de R$ 300,00. “O custo é bem alto porque cada caçamba de lixo que sai dali é pago em torno de R$ 300,00 e tiramos mais de 15 caçambas durante este ano todo”, lembra.

O trabalho de remoção do lixo e dos detritos é feito com caçamba, retroescavadeira e com funcionários que fazem o rescaldo dos materiais que os equipamentos não conseguiram retirar da área.

Perguntado se acredita que o problema deste descarte irregular de lixo acabaria ao lado da Escola Osório, Correa disse que este projeto deve minimizar o problema. “Nós precisamos que as pessoas entendam que cada caçamba de lixo retirada é menos um médico no posto de saúde, é menos merenda escolar, é menos um monte de situações”, conclui.

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