Sexta-Feira, 21 de Janeiro de 2022 |

Chuva torrencial na madrugada de segunda-feira, 06/12, gera problemas no município

Principais reclamações tratavam do trânsito e das ruas alagadas

Por Redação em 10 de Dezembro de 2021

"No final de novembro as equipes da Defesa Civil estavam trabalhando nas margens do Arroio Feijó" (Foto: Eduardo Porto)


Alvorada, assim como outras cidades da região metropolitana, amanheceu com problemas na segunda-feira, 06/12. Tudo isso devido as fortes chuvas que atingiram o município durante a madrugada. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), foram quase 60 milímetros de chuva durante a madrugada em Porto Alegre e nos municípios vizinhos.

Com isso, Alvorada registrou alguns problemas. O mais sentido pela população em geral foi a saída do município para quem trabalha em Porto Alegre. Isso porque, devido a enxurrada, trechos da Avenida Baltazar de Oliveira Garcia e de vias do Bairro Sarandi acabaram ficando intransitáveis. Com isso, as filas de carro para sair de Alvorada iam do BIG até depois da Avenida Maringá.

Além disso, na ponte do Arroio Feijó, no Bairro Americana, o lixo acabou ficando preso na estrutura. Com isso, foi necessário colocar uma das máquinas retroescavadeiras para realizar a desobstrução do arroio. O reflexo disso foi sentido nas vias próximas, que acabaram ficando alagadas e intransitáveis. Um desses locais foi na Rua André Puente, próximo a Rua Princesa Isabel.

Trabalhos para solucionar os problemas

A reportagem do Jornal A Semana conversou com Vilmar Laureano, que responde pela Defesa Civil do município. Ele explicou que os problemas registrados no município não têm relação com os serviços prestados no município. Segundo ele, as máquinas seguem fazendo as limpezas dos arroios – no fim de novembro estava no Arroio Feijó –, mas é preciso um auxílio dos moradores.

Isso porque muitos dos problemas passam pelo descarte irregular de resíduos. “Os moradores não se ajudam. Eu já cansei de ver os moradores tocando lixo nos valos e brigar com eles, mas eles não se ajudam. Enquanto isso não mudar, os problemas vão seguir acontecendo. Sem falar que a gente faz a contenção e os moradores tiram para uso próprio”, salienta.

O problema do descarte irregular de resíduos também foi destacado pelo secretário de Obras e Viação (SMOV), Rogério Negreiros. Segundo ele, com as chuvas fortes, o arroio subiu de nível e os lixos não deixaram a água escoar. Isso fez com que se represasse nas ruas. Para o titular da pasta, senão houvesse esses problemas, Alvorada não teria passado por esses problemas.

Para Negreiros, existem outros pontos específicos que precisam ser solucionados. Um deles inclusive em frente ao próprio pátio de obras. “Existe um problema em frente a SMOV que fica alagadiço em dias de chuva. A gente tem o diagnóstico de que podem ser essas árvores aqui em frente. Se for isso, nós vamos tirar. Estamos fazendo o possível para amenizar esses problemas”, pondera o secretário.

Parcerias com as cidades vizinhas

Alguns dos problemas que atingiram Alvorada estão relacionados com outras cidades, mas não existe uma parceria com todos os municípios. “Nós já cansamos de ligar para eles querendo sentar e conversar, mas é difícil. Recentemente nós fizemos uma reunião para conversar com Viamão sobre a limpeza do Rio Gravataí. No dia ele disse que não tinha interesse, mas ontem [segunda-feira] estava apavorado”, conclui Laureano.

Para o secretário da SMOV, isso pode ter relação com as prioridades e demandas de cada cidade. “As obras feitas pela capital só acontecem porque afetavam Porto Alegre. Nós fizemos a ponte da Gleba e avisamos eles que era preciso fazer a sinalização, mas até agora eles não fizeram. Porto Alegre é tão grande que eles não têm tempo para Alvorada. A visão deles é voltada para priorizar os problemas deles”, finaliza Negreiros.

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