Sbado, 04 de Dezembro de 2021 |

Frente Parlamentar em Defesa do Movimento ERS-118 sem pedágio é instalada na Assembleia Legislativa

Segundo o coordenador do movimento, Darcy Zottis, o apoio do Legislativo dará mais força as reivindicações

Por Redação em 12 de Novembro de 2021

"A criação da Frente Parlamentar ocorreu na Assembleia Legislativa" (Foto: Divulgação)


Em uma cerimônia híbrida, que reuniu no Salão Júlio de Castilhos lideranças políticas, empresariais e comunitárias de municípios da Região Metropolitana e Vale do Sinos, a Assembleia Legislativa instalou, na tarde da terça-feira, 09/11, a Frente Parlamentar em Defesa do Movimento ERS-118 sem Pedágio. A iniciativa foi apresentada pelo deputado estadual Tiago Simon (MDB).

Ressaltando que não é contra a concessão de rodovias, Simon elencou os malefícios que a instalação de uma praça de pedágio na ERS-118 traria não só para seis municípios cortados pela rodovia – Sapucaia do Sul, Esteio, Cachoeirinha, Viamão, Alvorada e Gravataí -, mas para a população de toda a Região Metropolitana. Haveria impacto no aumento de preços de produtos e serviços, a fuga de empresas e no desemprego.

Segundo ele, essas consequências listadas justificam a instalação da frente parlamentar na Assembleia. “Uma praça de pedágio em perímetro urbano, com alto fluxo doméstico e em uma região de alta vulnerabilidade teria um efeito muito negativo. Uma praça de pedágio na ERS-118 seria a hipótese mais desastrosa de pedagiamento da história do Rio Grande do Sul”, acredita Simon.

O coordenador do Movimento ERS-118 sem Pedágio, Darcy Zottis, explicou que a iniciativa tem caráter apartidário e os propósitos de evitar a instalação de uma praça de pedágio e trabalhar pela infraestrutura da estrada. Ele alertou que a concessão da rodovia poderia gerar mais problemas sociais para municípios como Alvorada e Viamão, de onde saem cerca de 140 mil moradores para trabalhar em cidades vizinhas.

Simon explica que o projeto previsto para a rodovia, que tem 16 quilômetros duplicados, seria a de uma concessão por 30 anos, investimentos na ordem de R$ 100 milhões e arrecadação de R$ 4 bilhões no período. Contudo, segundo Zottis, apenas nessa praça de pedágio a previsão de faturamento é de R$ 4 bilhões em 30 anos de concessão, para a duplicação do restante da 118 são necessários 110 milhões. Se faria 40 duplicações.

Para ele, a criação da Frente Parlamentar pela Assembleia dará mais força as reivindicações do movimento. “O apoio do Legislativo é fundamental. O governador ignora a vontade da população da região impactada por esse pedágio, não ouve os empresários nem os vereadores. Triste isso. Esperamos que a Assembleia Legislativa ele ouça”, pondera Zottis.

O coordenador explica que a ERS-118 é uma via urbana e que a instalação do pedágio é inviável e seria como instalar uma praça na BR-116 – ele também citou o pedágio de Gravataí, que foi transferida. “Esse pedágio criará um cinturão de pobreza e de desemprego na região mais pobre do RS, Alvorada e Viamão, empregar estes trabalhadores terá um custo extra para seus empregadores”, finaliza.

Para Mauricio Cardoso, que representa o município, serão mantidas as ações informativas no cronograma. “A maioria não tem conhecimento do projeto. E ao saberem da proposta de pedágio na entrada de Alvorada pegam adesivo, pedem mais para levar para a família. Enfim o engajamento é automático. Ninguém quer pedágio em Alvorada”, afirma o comerciante.

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