Sexta-Feira, 23 de Julho de 2021 |

HABITASUL está com dívidas negociadas com a Prefeitura e projeta novos investimentos no município

Empresa também falou sobre as contrapartidas desenvolvidas desde que iniciou suas operações

Por Redação em 25 de Junho de 2021

"Os maiores investimentos da HABITASUL estão na região no Jardim Algarve e Porto Verde" (Foto: Divulgação)


Nos últimos meses muito se falou de contrapartidas que empresas constroem quando se instalam em Alvorada. Existem os casos envolvendo o shopping de Alvorada, o empreendimento da DHX e, mais recentemente, a duplicação da ponte da gleba – está última feita pela Rede Carnetti. Contudo, muitos desconhecem os investimentos feitos por uma das maiores empresas da cidade: a HABITASUL.

Segundo a própria HABITASUL, já são cerca de 40 anos trabalhando no município – desde a década de 80 – no desenvolvimento dos bairros Jardim Algarve, Jardim Porto Alegre, Jardim Alvorada, Jardim Aparecida e Residencial Umbu. Contudo, desde os anos 2000, a empresa optou por empreender e construir no município. Dos 360 hectares originais que a empresa contava no município, 160 deles serão usados no desenvolvimento do futuro Portoverde.

Essa área será utilizada nos próximos anos. “A HABITASUL tem planos de desenvolvimento urbano no município, em uma área com mais de 160ha de extensão. A empresa assume o compromisso junto à cidade de desenvolver um novo projeto urbanístico até 2040, fomentando cada vez mais o crescimento da região e promovendo a qualidade dos espaços públicos através dos seus empreendimentos”, salienta a nota enviada pela empresa.

Contudo, quando se fala em investimentos, muitos pensam na contrapartida. Contudo, segundo o secretário da Fazenda (SMF), Marcelo Machado, a legislação para loteamentos é diferente. “Quando se faz um loteamento é colocada pavimentação, iluminação, rede de esgoto, meio-fio. Uma grande obra feita por eles foi a Escola Betinho. Isso sem falar das áreas que eles precisam destinar para praças e outras obras públicas”, enfatiza o titular da pasta.

A própria HABITASUL ressalta que, desde sua chegada ao município, realizou a construção de praças e espaços comunitários – capatazias, postos de saúde e escolas como a Herbert José de Souza, mais conhecida como Betinho. Essa última foi construída e depois ampliada pela empresa. Para o futuro, está sendo desenvolvido o projeto paisagístico de um parque linear no Jardim Algarve.

Isso faz parte de um projeto desenvolvido pela HABITASUL e aprovado pela Prefeitura para os próximos anos. “O relacionamento sólido construído nesses 40 anos entre Habitasul e Alvorada, se renova quando a empresa assumiu, no ano passado, o compromisso de desenvolver novos lugares de bem-viver para os próximos 20 anos”, ressalta a nota enviada pela empresa.

Segundo o secretário da SMF, o município não pode solicitar novas contrapartidas porque o setor habitacional conta com legislação própria e todos esses loteamentos foram aprovados no passado. “Os empreendimentos deles já foram aprovados. Agora eles precisam executar. Isso foi feito lá atrás. Agora basta eles licenciarem e fazerem obras. O município não está aprovando nenhum novo projeto da HABITASUL”, relata Machado.

Ele explica que quem solicita as contrapartidas é a Prefeitura, após a análise do impacto do empreendimento na cidade. “Um exemplo disso é a duplicação da ponte da gleba. Nesses casos, o município precisa estudar o impacto que o empreendimento terá na região. Quem propõe isso é o município. Ninguém vem propondo obras para a cidade, mas sim a administração. Contudo, cada caso é um caso”, finaliza o secretário.

Esses projetos estão sendo desenvolvidos no momento. “No final de 2020, a Habitasul concluiu mais uma etapa do seu plano de expansão para a cidade, com a entrega de mais de 900 de lotes residenciais e comerciais, nos últimos 5 anos. Essa entrega contou com diferenciais urbanísticos de qualificação para as pessoas, como a implantação de ciclovia e piso tátil, como exemplo”, finaliza a nota.

Já sobre os impostos, tanto a HABITASUL quanto a Prefeitura informaram que os valores já foram negociados e que não existe nenhuma dívida pendente. Com isso, segundo a empresa, ela deixou de ser uma credora dos cofres públicos e se tornou um dos maiores contribuintes para os cofres públicos. A informação foi confirmada pelo secretário da Fazenda, que deixou claro que a dívida foi renegociada e está sendo paga mensalmente.

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