Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2021 |

Pedágio na ERS-118 pode trazer prejuízos para o município, empresários e população em geral

Poderes constituídos, entidades e empresários se mostram contrários ao pedágio antes da Freeway

Por Redação em 02 de Julho de 2021

"O pedágio deve ficar localizado entre a ponte do Rio Gravataí e o acesso a Freeway" (Foto: Soldado Albarello/24º BPM)


Nas últimas semanas todas as instituições políticas e civis estão unidas para evitar a instalação do pedágio na ERS-118 – entre a Freeway e Alvorada – devido ao impacto que isso pode ter na cidade. Além da audiência pública promovida na terça-feira, 29/06, outras organizações e manifestações estão sendo planejadas para que o projeto seja revisto pelo Governo do Estado.

Isso porque o impacto deste pedágio é muito grande para Alvorada. “A ACIAL é contrária ao pedágio na RS 118, pois entendemos que irá prejudicar o desenvolvimento econômico na região e principalmente no município. Vai afugentar empresas que poderiam estar se instalando no distrito industrial, além de encarecer fretes e passagens de ônibus”, salienta Maurício Cardoso, que faz parte da ACIAL e da FEDERASUL.

Por causa disso, a ACIAL é uma das entidades fundadoras e uma das lideranças por trás do movimento ‘RS-118 Sem Pedágio’, que está desenvolvendo estratégias de mobilização para evitar a instalação da praça no km 22,6 da rodovia. Já existem outdoors instalados na RS-118 e BR-116 e está sendo desenvolvido um abaixo-assinado contra o projeto. A Assembleia também já foi acionada sobre o tema.

Isso é motivo de preocupação também para quem usa a rodovia para ir trabalhar. É o caso de Adelino Fabiano da Rosa, 43 anos, que se locomove quase que diariamente até Gravataí para trabalhar. “Irá impactar em demasia em meu orçamento haja vista, que utilizo a rodovia na ida e no retorno de meu trabalho que é na cidade de Alvorada”, confessa o trabalhador.

Para Edson Baxinski, que é o presidente da ACIAL, Alvorada sairá muito prejudicada – tanto nas empresas como nos trabalhadores. “Agora querem nos penalizar com um contrato de concessão de 30 anos e que começará a ser duplicado nos próximos cinco anos. Estamos pensando em Alvorada, onde existem empresas se instalando. Isso vai arrepiar todo mundo quando se pensa nisso”, enfatiza o empresário.

Poderes públicos unidos

O impacto é considerado alto pela administração municipal. Quem afirma isso é o secretário da Fazenda (SMF), Marcelo Machado. “Colocando um pedágio entre Alvorada e Gravataí, agrega custos ao desenvolvimento de Alvorada e Viamão, os municípios mais pobres e ainda deixa a receita de tributos do pedágio em Gravataí o mais desenvolvido e rico. O pedágio tira dos pobres e dá para os ricos”, afirma o titular da pasta.

A avaliação é semelhante a feita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Airton Pacheco. “O impacto seria trágico para as pretensões do município que está trabalhando muito para a vinda de empresas para o nosso distrito industrial e assim criar empregos e renda para a nossa gente que tanto precisa. Com certeza o pedágio afugentaria essas empresas devido ao custo que teriam”, salienta Pacheco.

Para isso, o município segue trabalhando para poder reverter essa decisão que, segundo o secretário, prejudica o desenvolvimento econômico de Alvorada. “Estamos nos organizando com todos os materiais possíveis, tipo redes sociais, adesivos, contatos com nossos deputados estaduais e federais, audiências públicas. Enfim tudo o que podermos fazer para a nossa voz ser ouvida estamos fazendo”, finaliza o titular da SMDE.

Já o Legislativo está confiante que será possível reverter a tomada de decisão do governador. “Conto com o bom senso do governador. Sabemos que ele tem a capacidade de escuta muito grande. Por isso estou bem esperançoso que tenhamos anúncios positivos para que Alvorada não tenha o seu acesso as outras rodovias oneradas por essa decisão”, afirma o presidente Cristiano Schumacher (PTB).

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