Tera-Feira, 27 de Julho de 2021 |

Possibilidade de instalar um pedágio na ERS 118 gera preocupação na ACIAL, empresários e administração municipal

Governo do Estado finaliza modelo de concessão de rodovias estaduais e existem planos para a estrada

Por Redação em 04 de Junho de 2021

"Ainda não foi divulgado em qual trecho da ERS-118 seria instalada a praça de pedágio – caso a concessão se confirme" (Foto: Guilherme Wunder)


O governo do Estado, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), está trabalhando na conclusão dos estudos que definirão o modelo de viabilidade para a concessão de 1.151 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada. As estradas administradas, em sua maioria, pela Empresa Gaúcha Rodovias (EGR), foram divididas em três lotes.

Contudo, entre as rodovias que estão nos lotes de estudo, existe uma que impacta diretamente no Distrito Industrial de Alvorada. É o caso da ERS-118, que liga o município a RS-040 e a Freeway. A via é utilizada pelas empresas de Alvorada e a possibilidade de que seja concedida e se instalem pedágios preocupa os empresários, classe política e entidades comerciais do município e da região.

ACIAL se manifesta

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Alvorada (ACIAL) se manifestou contra. “Já fizemos várias reuniões com as associações comerciais de Viamão, Cachoeirinha, Gravataí, São Leopoldo, além de representantes do poder público, com uma posição totalmente contrária a qualquer tipo de pedágio na RS-118. Visto que o projeto do Governo do Estado contempla a área não duplicada”, salienta Edson Baxinski.

Mauricio Cardoso é vice-presidente de Finanças e Patrimônio da ACIAL e representante da FEDERASUL também se pronunciou a respeito. “A gente é contrário ao pedágio na RS 118, pois entendemos que irá prejudicar o desenvolvimento econômico na região. Além do que a rodovia já está pronta, houve investimento de mais de 400 milhões ao longo dos anos e não tem sentido agora que está pronta a duplicação”, finaliza o alvoradense.

Posicionamento dos empresários

Vladimir Kuse, proprietário da empresa Automasafety localizada no Distrito Industrial de Alvorada, já havia falado sobre os pedágios na época que houve a troca na Freeway. Na época, ele comemorou a mudança. Isso porque sua empresa, que atende e desenvolve soluções para a segurança de máquinas em diversos setores industriais, teve economias com a mudança.

Agora, segundo ele, para o custeio de sua empresa, haverá uma despesa extra caso o novo pedágio venha. Isso prejudicaria o desenvolvimento do Distrito Industrial. "Acho inviável. Não tem por que ter uma praça de pedágios numa obra pública. Obra já com 20 anos para ficar pronta e agora que nos livramos do pedágio da Freeway não podemos ter outro aqui na 118", enfatiza Kuse.

Classe política

Em entrevista, o prefeito José Arno Appolo do Amaral (MDB) também manifestou sua contrariedade a instalação do pedágio. “Eu acho que a duplicação da ERS-118 é de extrema importância, mas sou contra o pedágio. Acho que nós pagamos muitos impostos para ter pedágio nesse trecho. Sou totalmente contrário por essas razões”, manifesta o chefe do Executivo.

Além da administração municipal, outros políticos da cidade já se manifestaram contrários a instalação do pedágio. Entre eles estão a ex-deputada Stela Farias (PT), o ex-vereador Juliano Marinho (PSD) e os parlamentares Cristiano Schumacher (PTB) e Giovana Thiago (PT). Todos se colocaram a disposição para debater e evitar a instalação de uma praça na ERS-118.

Concessão

A concessão será de 30 anos e o critério adotado para a divisão focou na proximidade geográfica, lotes viáveis sob forma de concessão comum e extensão capaz de atrair o maior número de investidores. Com a conclusão do estudo, serão apresentadas outras informações, como localização das praças de pedágio e valores das tarifas, em audiências e consultas públicas nos meses de junho e julho.

Com as concessões dos 1.151 quilômetros de estradas, se pretende oferecer uma solução, assim como ampliar a oferta de infraestrutura rodoviária. O projeto garante que os trabalhos de qualificação viária por parte dos consórcios, como duplicações, melhorias nos asfaltos, sinalização, segurança para os pedestres, socorro mecânico e médico; devem ocorrer já no primeiro ano da concessão.

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