Quarta-Feira, 12 de Maio de 2021 |

Um terço dos hidrantes espalhados pela cidade necessitam de algum tipo de reparo

Conforme levantamento do Corpo de Bombeiros município possui 63 equipamentos onde que 11 estão em fora de operação

Por Redação em 09 de Abril de 2021


Um dos instrumentos mais eficazes na hora de extinguir as chamas em edifícios, indústrias ou mesmo na rua são os hidrantes. Isto porque estes aparelhos são utilizados para reabastecer o caminhão do Corpo de Bombeiros que tem capacidade para cinco mil litros de água quando sai da unidade e necessita de reabastecimento em muitas ocasiões.

Sendo assim, é necessário que estes hidrantes estejam em boas condições de uso e com vazão suficiente para que, em poucos minutos, o veículo esteja apto para voltar à ocorrência. Quem faz a manutenção destes equipamentos é a Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN) que recebeu no final de 2020 um relatório sobre a situação de cada hidrante espalhado por Alvorada.

Panorama atual

Conforme explica o tenente Adelir Cemin, que comanda o batalhão do município, esta varredura foi realizada por uma equipe que avalia a situação e, com uma chave específica, após abrir cada hidrante, observa a vazão do equipamento.

Cada hidrante foi classificado em alguma destas quatro posições: fora de operação (está todo enferrujado, não consegue abrir ou abre e não sai água, pode estar soterrado ou sem acesso); ruim (está enferrujado quando abre o registro, sai pouca água, mas demora em encher o caminhão); bom (vazão de água boa, mas não tem pressão suficiente) e ótimo (vazão e pressão suficiente para que em poucos minutos o caminhão seja reabastecido).

Este relatório que o Jornal A Semana teve acesso com exclusividade, aponta que Alvorada contabiliza 63 hidrantes em 17 regiões de Alvorada, no qual o Bairro Umbu é o que mais carece de melhorias nos equipamentos tendo somente dois equipamentos.

Destes, 11 estão fora de operação, nove como ruins, 19 como bons e 25 estão classificados como ótimo em toda Alvorada. “Se tivermos um incêndio ali perto e precisarmos fazer uma recarga de água e voltarmos à ocorrência, um hidrante classificado como ruim não serve para nós. Então se tivermos um na categoria excelente vamos até lá porque o tempo é menor para abastecer o caminhão e podermos voltar para combater o incêndio”, explica.

Sobre o atual panorama dos hidrantes, Cemin disse que o batalhão atende a demanda existente na cidade, mas que sempre é possível melhorar consertando os que estão ruins, aumentando a vazão de outros e instalando mais equipamentos em pontos estratégicos. “Seguido acontece de atendermos uma ocorrência longe do nosso quartel e termos que reabastecer o caminhão num hidrante mais próximo para que na vinda, caso tenhamos outra ocorrência, estejamos cheios”, lembra.

Concluindo, o comandante disse que se Alvorada contar com o funcionamento de todos os hidrantes, isto vai auxiliar numa ocorrência na redução de tempo tanto para sua equipe quanto para o próprio morador. “É importante no tempo porque ao invés de termos que voltar até o quartel para encher o caminhão, vemos no relatório onde está o hidrante com a melhor vazão e vamos até o mais próximo, enchemos e voltamos para a ocorrência e isso repercute no bem que vai estar ali queimando”, conclui.

Manutenções

Em nota, a CORSAN informou que após verificação interna foi constatado o não conhecimento do relatório. Além disso, na tarde da quinta-feira, 08/04, aconteceu uma reunião entre a CORSAN e o comando do Corpo de Bombeiros onde, foi repassado o relatório dos hidrantes que não estão em condições de uso. Sendo assim, foi marcada uma nova reunião para a próxima semana e será realizada uma varredura nos equipamentos e a partir daí será traçado um plano de ação para correção. “Com o plano de ação em mãos vamos retornar com o Tenente e verificar os anseios do corpo de bombeiros junto com a CORSAN (pontos estratégicos para abastecimento, mudança do tipo de hidrante, etc)”, explica Guilherme Stumm, Gestor Operacional.

Ainda ele esclarece que a grande maioria dos hidrantes está em boas condições de abastecimento e funcionamento e o Tenente Cemin informou que nunca houve problemas com abastecimento em hidrantes. “Outro ponto que verificamos foi a necessidade de instalação de lacres, pois temos constatado sinais de furtos em alguns hidrantes. Será levado junto com o plano de ação como será feito a instalação dos lacres”, conclui.

COMENTÁRIOS ( )