Sexta-Feira, 01 de Julho de 2022 |

EMEI Pedro Antônio desenvolve projeto ambiental de reciclagem com a comunidade do Bairro Umbu

A escola, que atende 116 alunos, conseguiu envolver alunos e pais nas ações

Por Redação em 20 de Maio de 2022

"Projeto é desenvolvido pelos professores de todas as turmas da EMEI" (Foto: Guilherme Wunder)


A EMEI Pedro Antônio, localizada no Bairro Umbu, atende 116 alunos nos dois turnos – manhã e tarde – de toda a região. Lá são atendidas crianças da região que vão desde o berçário até a pré-escola II. Neste ano, além das disciplinas tradicionais, a instituição também vem desenvolvendo uma série de ações voltadas ao meio ambiente e a reciclagem da região.

Essas ações, que envolvem os alunos e a comunidade escolar, tiveram início neste ano letivo e devem seguir até dezembro. Contudo, um fechamento da primeira etapa deve ocorrer no sábado letivo de junho, que será marcado pela Semana do Meio Ambiente. Lá serão apresentados os projetos desenvolvidos pelas turmas do berçário, maternal I, maternal II, pré-escola I e pré-escola II.

Quem explica como funciona esse projeto é a supervisora e orientadora da EMEI, Juliana Fagundes. “Esse é um projeto anual, mas que foi dividido. Neste primeiro semestre, devido a Semana do Meio Ambiente de junho, nós sugerimos que cada turma pegasse temas diferentes. Algumas pegaram reciclagem, outras pegaram plantios. Cada turma pegou um aspecto diferente”, explica a servidora.

Para contemplar todas as turmas, a divisão ocorre por faixa-etária. O berçário, por exemplo, está trabalhando com a reciclagem de brinquedos. Nesse caso, os bebês pintam o que é desenvolvido. Já o maternal I está trabalhando com o plantio de flores, enquanto o maternal II desenvolve o plantio de chás. Enquanto isso, as turmas da pré-escola trabalham com o descarte irregular e com a plantação de hortaliças.

Contudo, existe uma ação que contempla todas as turmas de todos os anos, que envolve o descarte irregular de resíduos. “O Pedrinho Papa-Tudo foi o mascote que a escola desenvolveu e cada turma pegou um tema diferente. O berçário pegou o óleo de cozinha, o maternal I pegou os eletrônicos, o maternal II pegou papel e assim por diante. Todos contribuem para essa campanha”, encerra Juliana.

Envolvimento da comunidade escolar

Para os alunos, o envolvimento com as ações – indo da confecção do mascote as atividades práticas – vem se tornando uma rotina prazerosa. “A gente está fazendo comidinha pro papa-tudo e atividades. Nós também fizemos cartinhas com o papel. Nós pegamos o papel liquidificador, bateu e molhou o papel. Agora ele endureceu”, relata Miguel Ribeiro, aluno de cinco anos.

Há também quem gosta do plantio e participa da plantação e cuidados das hortas desenvolvidas dentro da escola. Essa também é uma atividade que conta com a participação das crianças. “Ela fica lá atrás. A gente plantou alface e batata doce. Eu amo alface. Tem uma horta aqui e uma na minha casa. Eu gosto de tudo”, conta Ana Julia, estudante de quatro anos da escola.

E o plantio na horta não ficou somente na sala de aula. As funcionárias da escola também se envolvem no processo e usam o que sai dali na cozinha. “Eu adoro plantar. Eu tenho que estar sempre envolvida e a minha mão é boa. Tudo que eu planto acaba vindo. Minha avó adorava plantas e eu adoro também. Gosto muito de plantar árvores frutíferas também”, conta Adriana Oliveira, que trabalha há seis meses na EMEI.

Visão pedagógica e institucional

O projeto tem a supervisão da Sala Verde – departamento da Secretaria de Educação (SMED). Segundo a diretora Valeria Goulart, o desenvolvimento deste projeto é de extrema importância. “Desde pequenos eles já estão engajados na preocupação. Eles se envolvem bastante e a gente consegue atingir o maior número de alunos para ter esse cuidado com o meio ambiente”, relata a servidora.

Já a diretora da EMEI Pedro Antônio, Fabiana Severgnini, conta que o projeto foi abraçado por toda a escola e que se espera ver os frutos disso no futuro. “Eu penso que é dessa idade que a gente vai conseguir transformar. Eles moram no entorno do lixo e eles precisam ter essa consciência. Depois que se cria o hábito não se muda mais, mas através deles vamos conseguir reverter”, reflete a gestora.

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