Sbado, 23 de Outubro de 2021 |

Secretaria de Meio Ambiente projeta retomada das visitas guiadas ao Horto Municipal para outubro

Proposta desenvolvida em parceria com a SMED deve respeitar todos os protocolos de combate a pandemia

Por Redação em 17 de Setembro de 2021

"Visitas guiadas eram acompanhadas de biólogos da SMAM e equipe técnica da Sala Verde" (Foto: Arquivo A Semana)


Em 2018, durante a programação da Semana da Água, a Secretaria de Meio Ambiente (SMAM) – em parceria com a CORSAN e EMATER – realizou a 1ª edição da ‘Aventura no Horto de Alvorada’. A ideia era apresentar o horto municipal para os alunos da rede municipal de ensino através de uma série de atividades realizadas no local e com orientação técnica de professores e biólogos.

Na época o projeto foi considerado um sucesso pela administração municipal. Contudo, desde o ano passado que a atividade não era mais realizada. O motivo foi os decretos de distanciamento controlado e o ensino remoto para controlar o avanço da pandemia da Covid-19. Contudo, após meses sem poder realizar ações no local, a SMAM já trabalha para a retomada das atividades no Horto.

A programação, caso siga os moldes das edições anteriores, deve abordar temas como os resíduos orgânicos domésticos contaminantes de solo e água, a erosão hídrica do solo e cobertura vegetal preventiva, a realização de jogos pedagógicos e separação de resíduos, o tratamento e a qualidade da água e a organização de uma trilha ecológica nas instalações e na flora do horto.

Em entrevista, o secretário da SMAM, Rudi Guzatti, falou sobre a retomada das visitas e a perspectiva de quando isso deve ocorrer. “Já está marcado para retomarmos as visitas no horto. Infelizmente a pandemia nos atrasou. No primeiro momento vamos receber turmas pequenas de crianças com mais de dez anos. Isso respeitando todas as normas de controle a pandemia”, salienta o titular da pasta.

Segundo ele, a pandemia fez com que o projeto não fosse retomado desde o início do ano, mas agora isso é possível e necessário para as crianças. “O Horto é importante para as crianças. O aprendizado sai da sala de aula e vem para a prática. Isso pelo conhecimento de plantas, conhecimento do meio ambiente e práticas de sustentabilidade. Estamos alinhando tudo com os colégios e com a SMED”, fala Guzatti.

Investimentos no Horto Municipal

Quando ocorreu a primeira edição do evento foi anunciada a construção de um Centro de Educação Ambiental dentro do Horto Municipal. Na época estava sendo escrito o termo de referência para a construção desta estrutura. A ideia é de que, com este espaço instalado, essas atividades deixassem de ser esporádicas ou pautas de um governo, mas sim uma atividade contínua.

Os projetos desenvolvidos visavam que o investimento fosse feito com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Para ser alinhado ao Horto Municipal, a ideia é de que o projeto tivesse uma edificação sustentável. Contudo, três anos se passaram e a obra não saiu do papel. O secretário Guzatti explicou os motivos desse investimento ainda não ter iniciado.

Guzatti explica que o projeto está em desenvolvimento, mas que existem questões relacionadas ao orçamento da pasta que atrasaram a obra. “O centro educacional ainda não saiu porque estamos desenvolvendo o projeto e temos outras prioridades orçamentárias. A prioridade é o gradil para delimitarmos o espaço do Horto Municipal e garantir o local de reserva”, enfatiza o secretário.

Contudo, a ideia é conseguir tirar o projeto do papel assim que possível. “Assim que a gente conseguir ter mais recursos no fundo, nós vamos retomar o projeto do centro educacional. Contudo, precisamos levantar mais recursos para o fundo e afinar o projeto para ver quanto será necessário de recursos para fazer essa obra. Estamos trabalhando para fazer essa obra até o fim da gestão”, afirma o titular da pasta.

Já o gradil deve ser construído antes. Para isso já existem recursos e o processo licitatório está em andamento. “A pandemia também nos atrasou quanto ao gradil. A gente já colocou a licitação na rua, mas deu deserta e teremos que colocar de novo. Os preços estão variando muito por causa da crise econômica e a ideia é de que a gente invista R$ 350 mil para fazer essa obra”, finaliza Guzatti.

COMENTÁRIOS ( )