Segunda-Feira, 02 de Agosto de 2021 |

Forças de segurança e entidades sociais do município se pronunciam sobre as investigações do 24º BPM

O comandante do Batalhão, Jefferson de Melo, também concedeu entrevista para falar sobre o caso

Por Redação em 07 de Maio de 2021

"As investigações em cima dos soldados do 24º BPM seguem em andamento, mas a maioria já está afastada de Alvorada" (Foto: Soldado Albarello/24º BPM)


Na última semana veio à tona a informação de que havia um inquérito instaurado para investigar 27 soldados do 24º Batalhão da Polícia de Militar (BPM) de Alvorada. A operação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar investiga casos de formação de milícia, abandono de serviço, corrupção, violação do sigilo funcional, peculato, prevaricação, crimes previstos no estatuto do desarmamento e abuso de autoridade.

Entidades se pronunciam

Desde que o assunto veio à tona, entidades do município que trabalham em prol da segurança da cidade foram procuradas. A Associação Comercial e Industrial de Alvorada (ACIAL) e a subseção de Alvorada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestaram sobre. Já o Rotary Club do município também foi procurado, mas optou por não se pronunciar sobre o ocorrido.

Posicionamento da OAB de Alvorada

Valmor de Freitas é o presidente da OAB e esteve na luta pela DPPA. Procurado, ele afirmou que esse assunto precisa ser tratado com responsabilidade. “Os fatos divulgados pela imprensa são gravíssimos, e merecem ser apurados de forma pormenorizada. A sociedade merece este esclarecimento. Entretanto, em nenhum momento podemos esquecer que a estes policiais, como a todo e qualquer cidadão, assiste o direito ao contraditório e à ampla defesa”, salienta o advogado.

Questionado sobre uma possível perda de credibilidade da Brigada, o presidente da subseção de Alvorada afirmou que isso pode acontecer, mas é necessário fazer um exercício para compreender a situação. “Não devemos colocar em xeque toda uma instituição, generalizando condutas baseado em uma investigação que se tornou pública. Mais do que isso, a investigação promovida pela própria instituição demonstra que ela está atenta e busca coibir condutas reprováveis”, finaliza Freitas.

Posicionamento da ACIAL

Outra entidade que participou do debate sobre a DPPA foi a ACIAL e o presidente Edson Baxinski também falou a respeito do caso da última semana que envolve o 24º BPM. “Nós queremos que a lei seja cumprida. Se houver culpados, que eles sejam responsabilizados junto a lei. Essa é a postura ética que a entidade sempre vai defender. No nosso estatuto é prezada a ética e a moral, então sempre vamos defender. Esse é o nosso posicionamento moral”, enfatiza o empresário.

Prefeitura elogia trabalho da corporação

A Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana (SMSMU) é a responsável pela segurança pública municipal e tem um trabalho em parceria com a Brigada Militar e demais forças de segurança. O titular dessa pasta é Sergio Coutinho, que está no comando da SMSMU desde o início da administração de José Arno Appolo do Amaral (MDB), em 2017.

Em entrevista, ele explicou que vê com bons olhos essa ação pela transparência com que o tema está sendo tratado. “Eu vejo que essa situação veio a público pelo comprometimento da Brigada Militar com a transparência no trabalho que executa para a população gaúcha. Eles investigaram o caso porque não compactuam com esse tipo de atitude e, através desse trabalho, está dando um basta”, relata Coutinho.

Segundo o titular da SMSMU, ele não acredita que essa investigação possa interferir na credibilidade que a instituição tem para a população. “A Brigada investigou e prontamente encaminhou o inquérito para que as providências sejam tomadas. A Brigada continua prestando um ótimo serviço para a população e mostra a grandeza e o compromisso de combater a criminalidade”, finaliza o secretário.

Comando do 24º se pronuncia

O Jornal A Semana conversou com o comandante do 24º BPM, tenente-coronel Jefferson de Melo. Ele se pronunciou sobre o ocorrido e pediu para que a população não faça julgamentos. “Todos os policiais são passiveis de serem investigados e afastados do serviço. Isso não significa que eles sejam criminosos. Enquanto o processo não for concluído, não há como chamar o policial de criminoso”, salienta o comandante.

Segundo ele, dos 27 policiais indiciados, 18 já estão afastados de suas funções no 24º BPM. Isso desde dezembro de 2019, quando essa investigação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar iniciou os processos. Ainda conforme o comandante, esse afastamento não prejudicou os trabalhos realizados pelo Batalhão e não existe hoje falta de efetivo para a prestação de serviços.

Tanto é que o comandante afirma que existe um equilíbrio no trabalho e se vê o impacto disso na cidade. “O serviço prestado continua forte contra a criminalidade e batendo forte no narcotráfico. Todos os índices de criminalidade estão sendo reduzidos. Inclusive os homicídios, que apresentaram uma redução de mais de 70% no mês de abril quando comparado com o ano anterior”, finaliza Melo.

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